O Mercado Brasileiro de Saúde Suplementar

As receitas das Operadoras de Planos Médico-Hospitalares no Brasil atingiram R$ 84,5 bilhões em 2011, apresentando uma taxa média de crescimento anual de 14,2% entre 2001 e 2011. No mesmo período, o número de Beneficiários cresceu a uma média anual de 6,5%.

A tabela a seguir demonstra o crescimento das receitas de Planos Médico-Hospitalares e do número de Beneficiários destes planos entre 2001 e 2011:

Ano Beneficiários
(em milhões)
Receitas de Planos
(em bilhões de R$)
2001 34,5 22,4
2002 35,2 26,1
2003 36,4 28,7
2004 39,2 32,6
2005 41,6 37,3
2006 44,6 42,6
2007 48,4 52,2
2008 52,0 60,7
2009 55,4 65,8
2010 60,4 74,6
2011 64,5 84,5

Fonte: ANS - Setembro de 2012

Em Setembro de 2012, somente 25,1% da população brasileira dispunha de Planos Médico-Hospitalares. O restante da população era atendido pelo Serviço Público de Saúde. A capacidade de atendimento do Serviço Público de Saúde no Brasil encontra-se sobrecarregada e a Amilpar acredita que há uma percepção generalizada de que os serviços oferecidos pela rede pública de saúde são de qualidade insatisfatória. Tal percepção deriva, entre outros fatores, de dificuldades no agendamento de consultas, exames e procedimentos médicos, e faz com que o acesso a Serviços de Saúde Suplementar seja uma aspiração de grande parcela da população.

A tabela abaixo apresenta os motivos de não atendimento de indivíduos que procuraram o Serviço Público de Saúde num período de duas semanas, de acordo com um estudo realizado pelo IBGE:

Motivos de Não Atendimento(1) Quantidade (milhares) %
Não conseguiram vaga ou senha 409 40
Não havia médico / dentista atendendo 389 38
Não havia profissional especializado 65 6
Serviços ou equipamentos não funcionavam 36 3
Esperaram muito e desistiram 51 5
Outros 84 8
Total 1.034 100

(1) Número de indivíduos que procuraram atendimento de saúde por um período de duas semanas Fonte: IBGE/PNAD 2008

Entre 2001 e 2011, o número de Beneficiários de Planos Médico-Hospitalares cresceu 87,2%, frente a um crescimento da população de 13,6%. A Amilpar acredita que, no contexto de uma possível expansão macro-econômica, e conseqüente aumento da renda disponível e da população ocupada, o mercado de Saúde Suplementar possa absorver parcela significativa daqueles que atualmente recorrem ao Serviço Público de Saúde.

O índice de cobertura de Planos Médico-Hospitalares varia substancialmente entre as regiões do Brasil. Por exemplo, o Estado de São Paulo apresenta um índice de cobertura de Planos Médico-Hospitalares de 44,3% da população total, enquanto o Estado do Maranhão apresenta um índice de cobertura de somente 6,5%. Assim, a região Sudeste concentra 64,1% do total de Beneficiários de Planos Médico-Hospitalares, a região Sul 13,4% e a região Nordeste 13,5%. Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro apresentam alguns dos maiores índices de cobertura de Planos Médico-Hospitalares do País.

A maior concentração de Beneficiários nas regiões Sudeste e Sul do País está relacionada ao tamanho de sua população ocupada e à sua maior concentração de renda, como pode ser verificado no quadro abaixo.

População (1)
(em milhões)
Beneficiários (2)
(em milhões)
Índice de
Cobertura
PIB per Capita(3)
(em milhares de R$)
São Paulo 41,9 18,6 44,3% 30,2
Rio de Janeiro 16,2 6,2 38,3% 25,5
Distrito Federal (Brasília) 2,6 0,8 30,2% 58,5
Espírito Santo 3,6 1,2 32,6% 23,4
Minas Gerais 19,8 5,2 26,3% 17,9
Santa Catarina 6,4 1,4 21,8% 24,4
Paraná 10,6 2,6 24,4% 20,8
Rio Grande do Sul 10,8 2,5 23,6% 23,6
Bahia 14,2 1,6 11,1% 11,0

Fonte: (1) IBGE - 2012

(2) ANS - Setembro de 2012

(3) IBGE - PIB Grandes Regiões do Brasil / Contas Regionais do Brasil 2010

Fonte: PIB Grandes Regiões do Brasil - IBGE/Contas Regionais do Brasil 2010

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O Setor de Saúde Suplementar

Os planos e seguros privados de saúde foram criados há aproximadamente 45 anos, no Brasil, para garantir assistência médica de melhor qualidade a funcionários de grandes companhias e seus dependentes, em relação aos Serviços Públicos de Saúde. Os planos e seguros privados constituem hoje a base do sistema de saúde privado do Brasil, sendo a principal fonte de financiamento para hospitais, redes de laboratórios de medicina diagnóstica e profissionais de saúde.

A partir de 1998, com a promulgação da Lei dos Planos Privados de Assistência à Saúde, o setor passou a ser regulamentado, sendo a ANS, autarquia que atualmente regula o setor, criada pela Lei n.º 9.961, de 28 de janeiro de 2000.

A ANS definiu oito tipos de Operadoras de Planos de Saúde: cooperativas médicas, cooperativas odontológicas, instituições filantrópicas, operadoras de autogestão (patrocinadas e não patrocinadas), seguradoras especializadas em saúde, empresas de medicina de grupo e odontologia de grupo.

Concentração do Setor de Saúde Suplementar no Brasil

O setor de Saúde Suplementar é altamente fragmentado, sendo formado por 1.542 Operadoras Médico-Hospitalares e milhares de prestadores de serviços, entre hospitais, laboratórios, médicos, e outros profissionais de saúde, segundo informação da ANS de Setembro de 2012. Informações da ANS também indicam que os Beneficiários das 8 maiores Operadoras de Planos Médico-Hospitalares no Brasil somavam apenas 31,2% do total de Beneficiários de Plano de Saúde.





Fonte: ANS - Setembro de 2012

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Concorrência

Os principais fatores competitivos neste setor incluem: (i) qualidade e confiabilidade dos serviços prestados; (ii) qualificação, distribuição e acessibilidade da Rede Credenciada; (iii) boa relação custo-benefício; (iv) tecnologia de suporte à operação; e (v) equipes e estruturas de suporte e atendimento ao Beneficiário.

O quadro abaixo demonstra a receita de contraprestações das operadoras por modalidade em 2011, segundo informações da ANS:

Modalidade Receita de Contraprestações
das Operadoras
(em bilhões) %
Autogestão 9,3 11,1%
Cooperativa médica 30,0 35,5%
Cooperativa odontológica 0,5 0,6%
Filantropia 2,0 2,3%
Medicina de grupo 24,4 28,9%
Odontologia de grupo 1,6 1,8%
Seguradora Especializada em Saúde 16,7 19,8%
Total 84,5 100,0%

Na tabela seguinte são listadas as maiores empresas do setor de saúde suplementar no Brasil. A pequena participação de mercado das maiores operadoras demonstra o potencial de consolidação do setor.

Operadoras de Planos
Médico -
Hospitalares
Número de Beneficiários
(em milhões)
Contraprestações
Líquidas
(em milhões de R$)
Amilpar 5,8 8.662,9
Intermédica 3,6 2.183,8
Bradesco 3,5 8.297,0
Sul América 2,4 6.247,8
Golden Cross 0,9 1.614,2

Fonte: ANS, IBGE e relatórios das Companhias de Dezembro de 2011.

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