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Comunicado ao Mercado

Convergência às Normas Internacionais De Contabilidade

Demonstrações Financeiras Consolidadas em IFRS

Porto Alegre, 05 de abril de 2012.

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A ("Banrisul", o "Banco" ou a "Companhia") apresenta abaixo as demonstrações financeiras consolidadas para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, decorrentes da adoção do IFRS - International Financial Reporting Standards.

IFRS, breve histórico

As Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards - IAS), atualmente conhecidas como normas IFRS (International Financial Reporting Standards) são um conjunto de pronunciamentos de contabilidade publicados e revisados pelo IASB (International Accounting Standards Board).

O objetivo principal dessas demonstrações financeiras em IFRS é dar informações sobre a posição financeira, as mudanças nessa posição e os resultados de determinada entidade, que sejam úteis aos investidores, governos, instituições financeiras no momento da tomada de decisão, com a constatação de que uma norma baseada em princípios seria mais fiel à realidade econômica de transações do que normas baseadas em regras rígidas.

As normas IFRS foram adotadas pelos países da União Europeia a partir do final de 2005 com o objetivo de harmonizar as demonstrações financeiras consolidadas. Como o resultado foi além do esperado, a medida foi aceita pela comunidade financeira. E atualmente, diversos países têm intensificado o trabalho para a convergência das normas contábeis, inclusive no Brasil, que iniciou o processo a partir de 2010.

O Banco Central do Brasil (BACEN), por meio da Resolução nº 3.786/09 do Conselho Monetário Nacional (CMN), requereu a elaboração de demonstrações contábeis consolidadas de acordo com o padrão contábil internacional (IFRS) a partir de 31 de dezembro de 2010, conforme aprovado pelo "Internacional Accounting Standards Board" (IASB), traduzidos para a língua portuguesa por entidade brasileira credenciada pela "International Accounting Standards Committee Foundation" (IASC). Conforme facultado pelo BACEN por meio da Carta-Circular nº 3.435/10, o Banrisul elegeu a data de 1º de janeiro de 2010 (a data de transição) como a data de transição entre as práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP) e o IFRS.

Conciliação entre BR GAAP e IFRS
Ajustes

(a) Operações de Leasing Financeiro
O Banco considerou contratos de aluguéis como leasing financeiro baseado em fatos e circunstâncias na data da transição para o IFRS. O leasing financeiro é uma transação de arrendamento onde existe a transferência substancial de todos os riscos e benefícios da propriedade de um ativo.

(b) Imobilizado
O Banco reviu as vidas úteis dos bens do imobilizado, de acordo com o IFRS. As revisões das vidas úteis são mudanças de estimativas e, dessa forma são registradas de forma prospectiva, ou seja, produziram efeito somente no resultado e não no balanço de abertura.

(c) Impairment de Ativos Financeiros
De acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil para as instituições financeiras, a constituição de provisões para risco de crédito segue as regras da Resolução no 2.682/99 do Banco Central do Brasil, que se baseia no conceito de "perda esperada". De acordo com o IFRS, o modelo de mensuração de provisão para operações de crédito se baseia nos conceitos de "perda incorrida", que requer a identificação de evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o momento do reconhecimento do ativo financeiro.

(d) Ajuste de Benefícios a Empregados
O Banco optou por aplicar a isenção de benefícios a empregados do IFRS 1. Dessa forma, todas as perdas atuariais acumuladas passadas, relativas aos planos de saúde, no montante de R$14.893 mil, foram reconhecidas em lucros acumulados em 1º de janeiro de 2010.

(e) Imposto de Renda e Contribuição Social
Os impostos diferidos ativos somente são reconhecidos pelas práticas contábeis adotadas no Brasil se houver um estudo que comprove sua expectativa de realização em até dez anos. Para fins de IFRS, devem ser reconhecidos os impostos diferidos ativos cuja realização seja provável, gerando um ajuste no valor de R$23 mil em 1o de janeiro de 2010.
As demais mudanças nos impostos e contribuições sociais diferidos representam os efeitos do imposto diferido nos ajustes necessários para a transição para o IFRS.

Reconciliação do Patrimônio em 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2010 e 2011




Reconciliação do Resultado do exercício findo em 31/12/10 e 31/12/2011



Estrutura das Demonstrações Financeiras
Valores em milhares de Reais, exceto os com indicações diferentes






Nota de segmento de negócios



O segmento Varejo engloba um conjunto de serviços bancários, captações da rede de agências e operações de crédito direcionadas a base de clientes pessoas físicas e pessoas jurídicas, entre elas microempresas e empresas de pequeno e médio porte.

O segmento Corporate é responsável pela gestão de produtos e serviços vinculados a captação de recursos e as operações de crédito comerciais, de longo prazo, rural, habitacional e câmbio focado para o atendimento de clientes dos setores públicos e empresas de grande porte.

O segmento de Tesouraria é responsável pelo gerenciamento e controle de fluxo de caixa do Banco e administração da carteira própria de ativos financeiros do Banco.

Nota de risco - principais diferenças BRGAAP e IFRS

Risco de crédito: informações qualitativas e quantitativas

  • Informações sobre a política de concessão de crédito
  • Classificação dos ativos financeiros sob risco de crédito em:
  • Não vencidos e nem sujeitos a impairment;
  • Vencidos mas não sujeitos a impairment;
  • Operações individualmente impaired; e
  • Operações analisadas coletivamente sujeitas a impairment.
  • Qualidade de crédito das contrapartes;
  • Garantias.

Risco de mercado: informações qualitativas e quantitativas

  • Informação sumarizada sobre os riscos reportados a administração
  • Concentração de risco
  • Grau de exposição e origem do risco
  • Administração de risco
  • Técnicas de mensuração dos riscos a que o banco está exposto, sendo eles derivativos ou não.
  • Valor justo dos ativos e passivos financeiros, mensurados ou não pelo valor justo.

Risco de Liquidez:

  • Concentração dos ativos e passivos financeiros por vencimento - Evidência de que os ativos disponíveis cobrem todas as obrigações compromissos de empréstimos em aberto, incluindo caixa, títulos de investimentos e operações de crédito.

Clique aqui para abrir as Demonstrações Financeiras Consolidadas em IFRS.

Porto Alegre, 30 de Março de 2012.

João Emílio Gazzana
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores


BANRISUL S.A.


Alexandre Pedro Ponzi
Superintendente de Relações com Investidores
Telefone: +55 (51) 3215-3232
E-mail: ri@banrisul-ri.com.br
Website: www.banrisul.com.br/ri