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Histórico
O BMG é uma instituição financeira privada controlada pelo Sr. Flávio Pentagna Guimarães e sua família. Como parte de um grupo maior de empresas, o chamado Grupo BMG que também é controlado pela família Guimarães, é uma sociedade anônima constituída em 25 de março de 1965 segundo a Lei das Sociedades Anônimas. O Grupo BMG possui investimentos nos setores imobiliário, agrícola, serviços e alimentos industrializados, entre outras atividades industriais, bem como na área financeira, representada pelo BMG e suas subsidiárias, que correspondem a mais da metade do patrimônio líquido do Grupo BMG. O BMG é hoje o principal foco da família Guimarães, sendo administrado de forma independente em relação a todos os outros negócios. A família Guimarães tem feito parte da indústria financeira do Brasil desde 1930, quando criou o Banco de Crédito Predial S.A. (mais tarde denominado Banco de Minas Gerais S.A.), um banco com uma rede de agências no estado de Minas Gerais. Esta instituição foi vendida em 1973, mas a família Guimarães permaneceu ativa na indústria financeira por meio de uma empresa de arrendamento mercantil, uma instituição dedicada à poupança e concessão de empréstimos, uma corretora de valores mobiliários, e uma empresa de financiamento ao consumidor.
Em março de 1985, a empresa de financiamento ao consumidor, então chamada BMG Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento, adquiriu 61,83% do capital de um banco comercial denominado Brasilinvest Banco Comercial S.A., o qual passou a chamar-se BMG Banco Comercial S.A. Em dezembro de 1988, a BMG Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento tornou-se um banco múltiplo e, em abril de 1989, sua denominação foi alterada para Banco BMG S.A. Em julho de 1991, o BMG aumentou sua participação no BMG Banco Comercial S.A. para 99,65% das ações ordinárias e 98,73% das ações preferenciais deste. Em 1993, o BMG Banco Comercial S.A. foi incorporado pelo Banco BMG S.A.
Até 14 de março de 1994, o BMG era registrado na CVM como uma companhia aberta, com ações negociadas nas bolsas de valores brasileiras. Em outubro de 1993, os acionistas aprovaram o fechamento de capital do BMG e, conforme determina a lei brasileira, a família Guimarães efetuou uma oferta a todos os acionistas minoritários para aquisição das ações do BMG com a base no valor contábil apurado em 30 de janeiro de 1994, indexado pela Taxa de Referência (TR). A oferta foi concluída em fevereiro de 1996.
Até 1993, o BMG e a empresa de arrendamento mercantil, BMG Leasing, eram instituições separadas com gestão compartilhada. Em agosto daquele ano, o BMG adquiriu de membros da família Guimarães, 99,94% das ações ordinárias da BMG Leasing. As atividades do BMG foram ainda consolidadas em fevereiro de 1994, com a aquisição pelo BMG de 95,66% (elevado para 96,96% no segundo semestre de 1994) do capital total da BMG Corretora, uma corretora de valores mobiliários, e em fevereiro de 1995, com a aquisição pelo BMG de 99% das quotas da BMG Factoring. Ambas as companhias tinham a titularidade e o controle exercidos por membros da família Guimarães. A BMG Factoring deixou de pertencer ao BMG em 1º de abril de 2009.
Até meados dos anos 90, o negócio principal do BMG era focado no financiamento no atacado e varejo relacionado à indústria do transporte. Juntamente com suas subsidiárias, as quais eram administradas e operadas de forma integrada com o banco, o BMG oferecia serviços de arrendamento mercantil e arrendamento, principalmente para empresas operando na indústria do transporte, e oferecia empréstimos e arrendamentos a pessoas físicas, para a aquisição de veículos novos e usados. Devido à dinâmica desfavorável do mercado no segmento de financiamento de veículos no atacado e varejo, e após a crise econômica e financeira da Ásia em 1997, e a crise da moeda ocorrida na Rússia em 1998, o BMG decidiu reduzir de modo significativo sua exposição neste negócio. Em 1999, o banco passou a concentrar seu foco na concessão de empréstimos consignados a funcionários do setor público
Perfil Corporativo
O Banco de Minas Gerais, ou BMG, é conhecido como um dos maiores provedores de crédito ao consumidor do país. Seu negócio principal consiste em oferecer empréstimos com reembolso descontado automaticamente da folha de pagamento (empréstimos consignados), para funcionários de empresas do setor público no Brasil, incluindo empresas dos governos federal, estadual e municipal, e para aposentados e pensionistas do INSS. O BMG também oferece empréstimos comerciais a empresas de pequeno e médio porte, incluindo fornecedores e prestadores de serviços ao setor público brasileiro, outros tipos de empréstimos ao consumidor e empréstimos consignados a funcionários de empresas privadas. Anteriormente a dezembro de 2008, o BMG oferecia empréstimos consignados a funcionários de empresas privadas no Brasil, empréstimos ao consumidor e arrendamento para aquisição de veículos. Apesar do BMG não mais originar tais empréstimos, eles continuam a fazer parte da atual carteira de crédito.
O BMG foi um dos primeiros bancos a oferecer no Brasil empréstimos consignados para funcionários dos setores público e privado e aposentados e pensionistas do INSS. Considerando o limitado acesso do consumidor brasileiro ao crédito, historicamente, o segmento de empréstimo consignado cresceu para atender à necessidade de fontes alternativas de financiamento ao consumidor. Os consumidores têm utilizado o crédito consignado em substituição às mais tradicionais e caras linhas de crédito, tais como cheque especial e financiamento via cartão de crédito. Os reembolsos dos empréstimos consignados são descontados diretamente dos pagamentos recebidos por funcionários ou aposentados e pensionistas, conforme autorização de débito irrevogável concedida nos termos da lei brasileira. A inadimplência observada nos empréstimos consignados do BMG tem sido relativamente baixa, uma vez que a exposição do crédito é basicamente transferida dos consumidores a seus empregadores ou ao INSS. Os maiores empregadores dos quais os bancos aceitam descontos em folha para pagamento de financiamentos bancários são principalmente empresas do governo brasileiro, incluindo empresas do governo federal.
Nos últimos sete anos, para administrar o forte crescimento da carteira de crédito do BMG, o banco tem efetuado a cessão de empréstimos, ou cessão de créditos, para outras instituições financeiras e para o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, ou FIDC. Na maior parte destes acordos de cessão de crédito, o BMG se compromete a recomprar dos cessionários parcelas inadimplentes, ou o montante total, de quaisquer empréstimos cedidos e não pagos. As cessões de crédito permitem ao BMG transformar o valor dos empréstimos cedidos em caixa, concentrando os fundos na originação de novos empréstimos. As cessões de crédito possuem um papel importante na estratégia de captação do banco proporcionando liquidez, além de um considerável impacto na demonstração de resultado.
O foco em empréstimos consignados tem permitido ao BMG desenvolver um profundo conhecimento do produto e posicionar-se como líder neste segmento específico do mercado brasileiro de crédito ao consumidor. Este foco tem permitido ao BMG não apenas tirar proveito do forte crescimento do mercado de empréstimos consignados, mas também aumentar seu desempenho financeiro e seus retornos.

