A COMPANHIA - Histórico, Perfil Corporativo e Posicionamento Estratégico
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Histórico
Perfil Corporativo
Posicionamento Estratégico

| Histórico |

A Companhia Siderúrgica Nacional, fundada em 9 de abril de 1941 pelo então presidente Getúlio Vargas, iniciou suas operações em 1º de outubro de 1946. Como primeira produtora integrada de aços planos no Brasil, a CSN é um marco no processo brasileiro de industrialização.

A Usina Presidente Vargas (UPV), principal siderúrgica da Companhia, está localizada na cidade de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro. Três grandes expansões foram realizadas na Usina durante as décadas de 70 e 80, o que levou ao aumento da capacidade instalada de produção anual para 4,5 milhões de toneladas de aço bruto.

Privatizada em 1993, quando o governo brasileiro vendeu sua participação de 91%, a produção de aço bruto da UPV foi posteriormente aumentada para 5,6 milhões de toneladas anuais.

| Perfil Corporativo |

Empresa de capital aberto, com ações negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo (BM&FBOVESPA) e de Nova Iorque (NYSE) e com mais de vinte mil colaboradores, a CSN é uma empresa altamente integrada, com negócios em siderurgia, mineração, cimento, logística e energia.

A Companhia atua em toda a cadeia produtiva do aço, desde a extração do minério de ferro, até a produção e comercialização de uma diversificada linha de produtos siderúrgicos de alto valor agregado, incluindo aços planos revestidos galvanizados e folhas metálicas. O sistema integrado de produção, aliado à qualidade de gestão, faz com que a CSN tenha um dos mais baixos custos de produção da siderurgia mundial.

O aço da CSN está presente em diversos segmentos da indústria, entre os quais: Automotivo, Construção Civil, Embalagens, Linha Branca e OEM. As vendas de aço da Companhia concentram-se no mercado doméstico.

Em janeiro de 2012 a CSN ingressou no segmento de aços longos, com a aquisição da Stahlwerk Thüringen GmbH (SWT), uma produtora de perfis de aço na Alemanha, com produção anual de 1,0 milhão de toneladas.

A partir de 2007, a CSN, com sua controlada em conjunto NAMISA, passou a comercializar minério de ferro no mercado transoceânico. A CSN administra ainda dois terminais portuários em Itaguaí (RJ), o Tecar, por onde é embarcado o minério de ferro para o mercado transoceânico e o terminal de contêineres, Sepetiba Tecon. Com a expansão da mina de Casa de Pedra, a CSN vem firmando sua posição como um importante player no mercado de minério de ferro sendo, em conjunto com a NAMISA, o segundo maior produtor nacional.

A complementaridade da indústria cimenteira com a siderurgia levou a CSN a ingressar, a partir de 2009, no mercado de cimento, agregando valor à escória gerada em sua produção de aço bruto.

A Companhia é uma das maiores consumidoras industriais de energia elétrica do país e vem investindo desde 1999 em projetos e ativos de geração de energia elétrica, visando garantir sua autossuficiência. A capacidade de geração média de 428 MW da CSN atende a necessidade total de energia elétrica do grupo.

| Posicionamento Estratégico |

Solidez financeira, estrutura integrada, auto-suficiência em quase todos os principais insumos e um dos menores custos de produção da siderurgia mundial são fatores que garantem singular vantagem competitiva à CSN e sustentam sua estratégia de crescimento nos cinco segmentos em que atua:

MINERAÇÃO

A mina própria de Casa de Pedra com reservas provadas e prováveis de mais de 1,6 bilhão de toneladas, fica localizada no município de Congonhas, em Minas Gerais e abastece a CSN com minério de ferro de alta qualidade, necessário à produção siderúrgica.

A partir de 2007, a CSN, com sua controlada em conjunto NAMISA, passou a comercializar minério de ferro no mercado transoceânico. A CSN administra ainda dois terminais portuários em Itaguaí (RJ), o Tecar, por onde é embarcado o minério de ferro para o mercado transoceânico e o terminal de contêiners, Sepetiba Tecon. Com a expansão da mina de Casa de Pedra, a CSN vem firmando sua posição como um importante player no mercado de minério de ferro sendo, em conjunto com a NAMISA, o segundo maior produtor nacional.

A CSN vem implementando os projetos de expansão na mina de Casa de Pedra e na Namisa de modo a atingir uma capacidade total anual de 89 milhões de toneladas de minério de ferro. A capacidade de produção da mina de Casa de Pedra atingirá 50 milhões de toneladas anuais, enquanto na Namisa os projetos de concentração e pelotização completarão a capacidade total.

A mina de calcário localizada em Arcos-MG, mineração da Bocaina, é responsável pelo suprimento de calcário calcítico e calcário dolomítico, fundentes consumidos pela CSN para a produção de aço na Usina Presidente Vargas (UPV) em Volta Redonda. A mina passou a fornecer a partir de 2011, calcário não siderúrgico para produção de clínquer, uma das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de cimento em Volta Redonda. Dessa forma, a CSN demonstra cada vez mais integração entre suas atividades, verticalizando a produção e ganhando em competitividade e rentabilidade.

Uma das matérias-primas essenciais para a produção de folhas de flandres é o estanho, produzido pela ERSA - Estanho de Rondônia S.A., subsidiária da CSN. A ERSA é constituída pela Mineração Santa Bárbara, em Itapuã do Oeste e por uma fundição em Ariquemes, ambas no Estado de Rondônia.

SIDERURGIA

A CSN opera com um dos menores custos mundiais de produção siderúrgica, o que lhe garante grande vantagem competitiva nos mercados em que atua.

Dominando toda a cadeia produtiva do aço, a CSN atende a diferentes segmentos da indústria, com uma diversificada linha de produtos de alto valor agregado. A empresa produz os mais diversos tipos de aços revestidos galvanizados, resistentes à corrosão. Os principais mercados atendidos pela Companhia são: Automotivo; Construção Civil; Grande Rede (distribuição); Linha branca (eletrodomésticos); OEM (bens de capital) e embalagens metálicas.

A Companhia possui cinco linhas de galvanização no Brasil: três na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, uma na filial CSN Porto Real, no Estado do Rio de Janeiro e outra na filial CSN Paraná, em Araucária, onde opera também com os processos de laminação a frio e pré-pintura. A CSN conta ainda com duas subsidiárias no exterior: a CSN LLC, instalada em Terre Haute, no Estado de Indiana, nos Estados Unidos, que atua em laminação a frio e galvanização e a Lusosider, em Paio Pires, Portugal, que também produz laminados revestidos.

A CSN também é produtora de Galvalume, aço revestido com zinco e alumínio, que conjuga brilho e durabilidade, além de aços pré-pintados, aplicados nos setores de construção civil e linha branca.

Além da produção de aços planos, a CSN também está investindo em aços longos. Em janeiro de 2012 a CSN adquiriu do Grupo Alfonso Gallardo por €482,5 milhões a Stahlwerk Thüringen GmbH (SWT), uma produtora de perfis de aço na Alemanha, com produção anual de 1,0 milhão de toneladas. Paralelamente estão em andamento as obras de sua primeira unidade de aços longos no Brasil, com capacidade de produção de 500 mil toneladas anuais, utilizando a infraestrutura existente no complexo siderúrgico da Usina Presidente Vargas.

A CSN é a única fabricante de folhas metálicas no Brasil e uma das cinco maiores do mundo, com capacidade instalada de 1 milhão de toneladas por ano de folhas de flandres, largamente utilizadas no setor de embalagens.

A Companhia Metalúrgica Prada (Prada) foi integrada ao Grupo CSN em 2006. Com o maior parque industrial da América Latina voltado à produção de embalagens de aço e serviços de litografia, a Prada possui duas plantas localizadas em São Paulo e uma planta em Uberlândia-MG.

A Metalic, controlada pela CSN, é a única produtora de latas de aço de duas peças para bebidas da América Latina, produzindo também tampas de alumínio para latas de bebidas.

CIMENTO

A CSN entrou no mercado de cimento em 2009, impulsionada pela sinergia entre esta atividade e seus atuais negócios. A fábrica da CSN Cimentos, com capacidade de 2,4 milhões de toneladas anuais está instalada em Volta Redonda, próxima à Usina Presidente Vargas e utiliza como principal matéria-prima a escória, subproduto da produção do ferro gusa. Com o calcário extraído da mina de Arcos (MG), a CSN iniciou em 2011 a produção de clínquer. A existência destas matérias-primas, associada ao fato da fábrica estar estrategicamente localizada no Estado do Rio de Janeiro, próxima à São Paulo e Minas Gerais, mais as facilidades logísticas, proporcionam baixos custos de operação.

Com o crescimento esperado para o mercado de cimento doméstico, a CSN está estudando a expansão de sua capacidade de produção de cimento para 5,4 milhões de toneladas anuais.

LOGÍSTICA

A eficiência logística é fator determinante para o bom desempenho econômico-financeiro das atividades da Companhia, principalmente mineração e siderurgia. A CSN administra dois terminais no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro: o terminal de granéis sólidos (Tecar) e o terminal de contêineres (Sepetiba Tecon).

O Tecar, terminal de granéis sólidos por onde é embarcado o minério de ferro para o mercado transoceânico, fica localizado no Porto de Itaguaí. A CSN vem trabalhando na expansão desse terminal, visando atingir uma capacidade de embarque de 84 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

O Sepetiba Tecon é um porto concentrador de cargas (Hub Port), sendo o maior terminal de contêineres do Rio de Janeiro e um dos maiores do Brasil em seu segmento. Para a expansão do Sepetiba Tecon estão previstos investimentos em infraestrutura, com a aquisição de novos equipamentos e a equalização do berço 301.

A CSN tem participação em duas companhias ferroviárias: a MRS Logística e a Transnordestina Logística S.A.

A MRS Logística (MRS) opera a antiga Malha Sudeste da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), no eixo Rio de Janeiro-São Paulo-Belo Horizonte e a CSN possui, direta e indiretamente, 33,27% de seu capital votante.

O principal segmento de atuação da MRS é o de clientes chamados heavy haul (cargas de minério, carvão e coque).

Em 2006, a Transnordestina S.A. foi incorporada pela Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) e foi posteriormente denominada Transnordestina Logística S.A. (TLSA).

A Transnordestina Logística S.A.(TLSA) é operadora da antiga malha nordeste da RFFSA, percorrendo sete estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com extensão total de 4.534 km. O contrato de concessão da TLSA foi assinado em 1997 com duração de 30 anos, podendo ser prorrogado por igual período.

A participação da CSN no capital social da TLSA ao final de março de 2013 atingiu 75,92%. A TLSA, com o apoio do governo federal, está construindo a ferrovia Nova Transnordestina, com extensão de 1.728 km e que interligará o terminal ferroviário em Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE).

ENERGIA

A CSN é uma das maiores consumidoras industriais de energia elétrica do país, superada apenas pelas empresas do setor de alumínio. Por isso, vem investindo desde 1999 em projetos de geração de energia elétrica, visando garantir sua autossuficiência. Seus ativos neste segmento são a Usina Hidrelétrica de Itá, em Santa Catarina, onde a CSN detêm 29,95%, correspondente a 167 MW, através de uma participação societária de 48,75% na Itá Energética S.A., participação de 17,9% na Usina Hidrelétrica de Igarapava, em Minas Gerais, com capacidade de 210 MW e a Central de co-geração termoelétrica, instalada na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, com capacidade instalada de 238 MW. Esta unidade utiliza como combustível os próprios gases residuais da produção siderúrgica.

Todos estes ativos asseguram à CSN uma capacidade de geração média de 428 MW, atendendo dessa forma a necessidade total de energia elétrica do grupo.

Está prevista a finalização do projeto de instalação de uma turbina de topo no Alto-Forno 3 da Usina Presidente Vargas, que permitirá adicionar 17 MW médios à atual capacidade de geração do Grupo. A CSN estuda ainda investimentos em outras fontes de geração de energia elétrica visando manter sua autossuficiência de forma sustentável.

Última Atualização: 18 de junho de 2013  
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