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Ponte entre Saboó e Ilha Barnabé custará R$ 1 bi

A Tribuna
28/09/2010
Samuel Rodrigues da redação

Projeto de ligação entre as duas margens do Porto foi apresentado oficialmente pela concessionária rodoviária ao Governo do Estado

A Ecovias apresentou, ao Governo de São Paulo, um projeto para construção de uma ponte ligando a Alemoa à Ilha Barnabé, em Santos, em troca de um aditivo no contrato de concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). O custo do projeto é de R$ 1bilhão.

O plano foi anunciado pela empresa em agosto do ano passado, durante o Santos Export 2009. Os detalhes técnicos foram definidos pela empresa agora e apresentados na última reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, na semana passada.

A construção da ponte em troca de um aditivo ao contrato do SAI é uma das possibilidades consideradas pela empresa, que também estaria disposta a administrar o empreendimento caso ele fosse erguido e bancado pelo Estado. Neste caso, a firma disputaria o controle da ponte em uma licitação. A modelagem final ainda não foi definida pelo Palácio dos Bandeirantes e o assunto é estuda do em conjunto com a Prefeitura de Santos e com a Codesp.

As características do projeto foram reveladas para A Tribuna pelo diretor-superintendente da Ecovias, Humberto Gomes. A ponte ligaria a região da Alemoa à Ilha Barnabé. Se concretizada, será a primeira ligação seca entre as duas margens do Porto de Santos que permitirá a passagem de caminhões. Pela outra ponte, idealizada para ligar a Ponta da Praia ao bairro guarujaense Santa Rosa, poderiam passar apenas veículos de passeio.

“É um investimento muito robusto, que tem que fazer parte do planejamento estratégico da Baixada Santista”, declarou Humberto Gomes.

O modelo da Ecovias é diferente do apresentado para a Ponta da Praia pelo secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, em maio do ano passado. O Estado pretende construir uma ponte estaiada empreendimento considerado mais bonito pela opinião pública. No projeto da Alemoa, a Ecovias propõe uma ponte em arcos, com pilares afundados no estuário.

O objetivo básico da obra é permitir que caminhões acessem rapidamente terminais portuários localizados na margem oposta do Porto. A ponte conectaria a Via Anchieta, no lado de Santos, à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Guarujá, com subida e descida na Ilha Barnabé. Encurtaria em dezenas de quilômetros a distância percorrida hoje.

O vão livre, ao centro, teria pelo menos 85 metros de altura e 120 metros de largura, de forma a não inviabilizar o tráfego de navios. Seriam 4,5 quilômetros de extensão (incluindo rampas) e mais 3 quilômetros de acessos que precisariam ser remodelados ou construídos para se chegar às duas rodovias. Cada sentido de tráfego comportaria três faixas de rolamento. A construção demoraria em torno de três anos.

A forma como o negócio ocorrerá ainda está sob discussão, segundo Gomes, e não há uma previsão para que o martelo seja batido. “A Ecovias propõe uma forma de negociar isso. É possível englobar o SAI. Mas ainda não estamos discutindo valores com o Estado”, explicou.

Obras viárias vão levar dois anos, explica diretor

Mesmo que comecem a sair do papel imediatamente, os projetos de infraestrutura de acesso necessários para elimi¬nar os congestionamentos na entrada do Porto de Santos le-variam, pelo menos, dois anos para serem concluído.

A análise é do diretor-superin¬tendente da Ecovias, Humber¬to Gomes. Ele calcula que este é o prazo mínimo para a execução de obras de remodelação do tre¬vo do quilômetro 55 da Via An¬chieta, a ampliação da Rodovia Cônego Domênico Rangoni e a implantação de um sistema bi¬nário na Anchieta, no trecho en¬tre Cubatão e Santos. Estas intervenções estão orçadas em R$ 250 milhões.

“Com estas obras, os conges¬tionamentos seriam solucio¬nados”, disse o executivo. Ele expôs os projetos aos mem¬bros do Conselho de Autorida¬de Portuária (CAP) de Santos na última segunda-feira.

Para Gomes, o estrangula¬mento dos acessos é natural em razão do incremento da movimentação de cargas. “O Porto cresceu de 83 milhões de toneladas para 91 milhões. Ninguém esperava por isso. Esse aumento trouxe efeitos colaterais que precisamos combater”.

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