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Notícias

DESAFIO DE SANTOS SERÁ ESPAÇO

Brasil Econômico
Dubes Sônego e Cláudia Bredarioli
redacao@brasileconomico.com.br
15/07/2010

Calado mais profundo deverá aumentar o movimento de cargas e a pressão sobre a infraestrutura do porto paulista.

A dragagem do Porto de Santos, e a sua possível transformação em porto centralizador de carga do país (hubport), deverá colocar ainda mais pressão sobre a já sobrecarregada infraestrutura de retaguarda da cidade. As projeções são de que a movimentação de cargas aumentará para 230 milhões de toneladas nos próximos 15 anos, ante os 80 milhões de toneladas por ano movimentadas atualmente.

O principal acesso ao porto, o maior do país, é pelo sistema rodoviário. Só na chegada ao Polo Industrial de Cubatão há dois gargalos que exigem intervenção: o viaduto no quilômetro 55 da Via Anchieta sobre a Rodovia Cônego Domênico Rangoni e o viaduto que interliga o bairro do Jardim Casqueiro e o centro de Cubatão sobre a Via Anchieta.

Segundo analistas, mal dimensionados para o volume atual de tráfego, ambos precisam de um novo traçado, no primeiro caso, e de duplicação, no segundo. Principalmente após o agravamento da situação, com a abertura do trecho sul do Rodoanel, que facilitou a chegada ao litoral de caminhões do interior e de outros Estados.

Não à toa, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), cerca de 20% das grandes empresas de exportação, por dificuldade de acesso, não utilizam os terminais mais adequados para o embarque de suas cargas.

Para o acesso, melhor seria se pudesse ser utilizado o transporte ferroviário. Há perspectivas nesse sentido. De acordo como Porto 2024 - Plano de Expansão e Estudo de Acessibilidade do Porto de Santos, a participação ferroviária no transporte de cargas do porto de Santos subirá para 32% em 2025, contra os atuais 20% de hoje.

Outra questão sensível, diz José Cândido Senna, coordenador do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos de São Paulo (Comuns), é a de áreas de retaguarda para movimentação e armazenagem de cargas, que depende da ação de atores privados.

Neste sentido, empresas como a Santos Brasil, que opera um terminal de contêineres em Santos, dizem que já estão trabalhando. Segundo Caio Morel, diretor administrativo da companhia, foram feitos investimentos em um cais com 220 metros e em nova retroárea, de 120 mil metros quadrados. “Levando em conta ainda projetos de outras empresas em andamento, deve ser suficientes para atender a demanda pelos próximos quatro ou cinco anos”, avalia o executivo.

EM OBRAS

  • Acesso rodoviário ao porto de Santos ainda é considerado precário, problema agravado com a entrada em operação do trecho sul do Rodoanel.
  • Uso de ferrovia para o transporte de cargas também está abaixo do potencial.
  • Projetos como a construção das avenidas perimetrais e do Porto 24 Horas, que já funciona em algumas áreas, são vistos com bons olhos pelo mercado.

Movimento de cargas em Santos deverá passar de 80 milhões para 230 milhões de toneladas anuais nos próximos 15 anos.

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