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Notícias

Obra permitirá tirar caminhão da Tietê

O Estado de São Paulo
04/09/2010

Prefeitura estuda restrição também nas Avenidas do Estado e Salim Farah Maluf; novo trecho deve receber 6 mil veículos pesados por dia

A ampliação da Avenida Jacu-Pêssego deve representar também a saída definitiva dos caminhões pesados do centro expandido de São Paulo. Anteontem, a Prefeitura disse que estuda restringir o tráfego nas Avenidas do Estado e Salim Farah Maluf, vias que mais receberam esses veículos após a proibição da circulação na Marginal do Pinheiros. Em julho, porém, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) citou a Marginal do Tietê como uma provável via com a proibição.

"Depois da conclusão de parte dessa obra (prolongamento da Jacu-Pêssego) e seus acessos, poderemos ter a área de restrição ampliada para a Marginal do Tietê. Isso seria bom", disse Kassab, em entrevista no dia 29 de julho. A Dersa estima que a avenida receberá 6 mil caminhões ao dia. Não há estimativa de quantos caminhões poderão sair se a restrição for determinada.

Em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou anteontem que "a Prefeitura mantém estudos, em conjunto com o governo do Estado, sobre as rotas de caminhões de carga que passam pela capital". Com base nesse material e nos estudos após a inauguração do novo trecho, a administração municipal vai decidir por uma eventual restrição.

Desenvolvimento. O novo trecho é, segundo especialistas, um exemplo de obra viária que pode resultar em desenvolvimento planejado. Ela formará um corredor com uma vantagem para a instalação de empresas: acesso fácil às principais rodovias que passam pela cidade.

"O Rodoanel é uma "via bloqueada", sem acessos. Ele não permite desenvolvimento dentro da capital, apenas na Região Metropolitana. Com essa abertura (na Jacu-Pêssego), é possível criar uma alternativa para novas indústrias sem espalhar a mancha urbana, criando empregos e desenvolvimento", diz Sergio Ejzemberg, mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP) e consultor de trânsito.

Ele afirma que a criação de um polo ao redor da Jacu-Pêssego vai criar empregos em uma região conhecida por ser um "bairro dormitório". Assim, diz, a necessidade de viagens diárias diminui e, por consequência, o trânsito da cidade fica menor.

A Prefeitura já sabia do potencial da nova Jacu-Pêssego mesmo antes da notícia de que a região pode receber a Copa do Mundo. Quando vistoriou o terreno que abrigará o estádio do Corinthians, o prefeito Gilberto Kassab desengavetou a Operação Urbana Rio Verde-Jacu, uma tentativa de criar empregos na região. A operação prevê a construção de um parque tecnológico, com escolas técnicas.

"É bastante ambiciosa nos seus objetivos, propondo-se a criar condições de desenvolvimento que tenham como consequência a melhoria dos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) não apenas dessa região, mas do município como um todo", diz o termo de referência do projeto, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano.

A operação urbana é a permissão de construção de imóveis acima dos limites máximos permitidos na cidade, em troca de pagamentos à Prefeitura. Nesta, o objetivo principal é a instalação de fábricas na região. / Bruno Ribeiro

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