Os blocos do Solimões, dos quais a Companhia é operadora e detém 55% de participação, cobrem uma área de aproximadamente 48.500 km2 (12,0 milhões de acres).
Os blocos da HRT contêm 11 acumulações com descobertas de hidrocarbonetos, que foram avaliadas em meados de 2010 pela D&M como 542 milhões de BOE de recursos contingentes 3C (sendo 83,8% de gás), em valores líquidos para a Companhia. Além disso, a D&M avaliou em 430 milhões de BOE (estimativa média) os recursos prospectivos riscados (sendo 61,5% de óleo e condensado), em valores líquidos para a Companhia, referente a sua participação de 55% nesses blocos, nos prospectos exploratórios e leads conhecidos que a HRT mapeou em determinadas áreas em 16 dos seus 21 blocos.
A D&M também identificou recursos de gás em reservatórios não convencionais em partes dos Blocos do Solimões da HRT, com um potencial entre 35 tcf (991 bilhões de m3 ou 6,2 bilhões de BOE) e 175 tcf (4.955 bilhões de m3 ou 31,2 bilhões de BOE) de gás de folhelhos (shale gas), que podem potencialmente representar uma fonte vasta e de longa duração para suprimento de gás natural.
Além dos prospectos exploratórios e leads que foram avaliados pela D&M, a Companhia acredita que exista potencial significativo em parte de seus blocos de exploração não abrangida pelo relatório da D&M. A HRT realizou um trabalho técnico substancial na Bacia do Solimões e análises detalhadas com base em dados recém adquiridos usando tecnologias e equipamentos de ponta.
Em abril de 2010, a Petrobras informou à ANP a descoberta de óleo leve, condensado e gás natural no poço 1-BRSA-769-AM (bloco SOL-T-171), em reservatórios de profundidade de 3.200 metros. Esta é uma área adjacente aos blocos de exploração da HRT, reforçando a convicção da Companhia de que a região contém reservatórios mais profundos com potencial inexplorado para as atividades de E&P.
A intenção da HRT é iniciar sua campanha com os pólos de Aruã e Tefé, pois a Companhia acredita ter identificado neles volumes atrativos de óleo leve, condensado e gás úmido. O desenvolvimento dos pólos de Aruã e Tefé será seguido pelo desenvolvimento de outros cinco pólos onde a HRT identificou possíveis acumulações de hidrocarbonetos.
Conforme a Companhia avançar seus esforços exploratórios, ela pretende ajustar as suas estratégias de desenvolvimento dos Blocos do Solimões de médio e longo prazos com base nos dados que continuará a adquirir e analisar sobre essa região.
O mapa abaixo mostra os Blocos do Solimões, a localização dos sete pólos com os recursos prospectivos e contingentes avaliados, os limites (ring fences) dos campos de óleo e gás de Urucu, São Mateus e Juruá da Petrobras, os dutos, o sistema de drenagem e a infraestrutura na Bacia do Solimões e a localização do poço da Petrobras (1-BRSA-769-AM) onde houve descoberta recente.
A HRT é a operadora de dez blocos de exploração na costa da Namíbia e possui participação em mais dois blocos, cobrindo uma área de 68.800 km2 (17 milhões de acres). A Companhia detém 100% de participação em dois blocos na Sub-Bacia de Walvis (2212A e 2112B), 91,2% de participação em três blocos (2813A, 2814B e 2914A) e 95% de participação em cinco blocos na Sub-Bacia de Orange e 2,85% de participação em dois blocos (1711A e 1711B) na Bacia de Namibe.
Como resultado dos estudos da HRT nos Blocos de Walvis e Orange, a D&M avaliou prospectos exploratórios em partes desses blocos, resultando em recursos prospectivos riscados de 6,9 bilhão de BOE (estimativa média). De acordo com o Plano de Negócios da Companhia, espera-se que as atividades de exploração da HRT nos Blocos da Namíbia tenham início após as campanhas de levantamento sísmico 3D na Sub-Bacia de Walvis e Orange.
Os blocos de exploração da Companhia na Sub-Bacia de Orange são adjacentes à acumulação de hidrocarbonetos de Kudu em concessão para a Namcor em parceria com a Tullow Oil plc (uma das maiores empresas independentes de E&P da Europa), e com a Gazprom (uma empresa petrolífera estatal da Rússia). O Campo de Kudu foi descoberto em 1974 e contém reservas provadas de 1,4 tcf (39,6 bilhões de m3 ou 249,3 milhões de BOE) de gás natural.
O plano de exploração da HRT para os Blocos de Walvis e Orange inclui a aquisição de dados sísmicos 2D e 3D, reprocessamento sísmico, identificação de prospectos exploratórios, seguido por avaliação e uma pesquisa adicional de campanha de levantamento sísmico em 3D. A Companhia planeja perfurar a partir de 2012, quatro poços para testar os prospectos exploratórios potenciais.
O mapa abaixo mostra a localização dos Blocos da Namíbia e da área do Campo de Kudu, adjacente aos blocos de exploração da HRT na Sub-Bacia de Orange:.
A Companhia detém participação em quatro blocos de exploração em bacias onshore brasileiras, cobrindo cerca de 110 km2 (27.180 acres), dos quais dois estão localizados na Bacia do Recôncavo, no Estado da Bahia, um na Bacia do Espírito Santo, no Estado do Espírito Santo e um na Bacia do Rio do Peixe, no Estado da Paraíba.
A HRT tem 10% de participação nesses blocos em parceria com a Cowan Petróleo e Gás S/A (“Cowan”), que detém 90% de participação nesses blocos e os opera. Ocorrências de óleo foram detectadas em três poços perfurados no bloco de exploração do Espírito Santo, em maio de 2010. Essas ocorrências de óleo estão sendo atualmente estudadas.
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