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Mercado Sucroalcooleiro
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O Setor Sucroalcooleiro no Brasil

O Brasil moeu, na safra 11/12, um volume de 558 milhões de toneladas de cana que resultou na produção de 35,8 milhões de toneladas de açúcar e 23,0 milhões de m³ de etanol. Cerca de dois terços do açúcar produzido no País, aproximadamente 24,2 milhões de toneladas, teve como destino o mercado internacional. Já o açúcar bruto respondeu por cerca de 75% das vendas no mercado externo.

A cultura da cana-de-açúcar espalha-se por duas regiões no Brasil: Centro-Sul, que compõe a Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, compreendendo os estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Goiás; e Norte-Nordeste, compreendendo o cultivo de cana-de-açúcar nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte e Bahia. O País apresenta dois períodos de safra - uma em cada região - ocupando 2,2% de área total cultivável do solo brasileiro, perto de 7,8 milhões de hectares. Na Região Centro-Sul, a safra ocorre entre os meses de abril e novembro. Já na Região Norte-Nordeste acontece entre os meses de setembro e março.

O vasto território do Brasil e seu clima favorável possibilitam uma grande oferta de terras disponíveis para a produção de cana-de-açúcar. As condições favoráveis do Brasil permitem que a matéria prima seja colhida entre cinco e seis vezes antes que seja necessário replantar, o que representa uma grande vantagem se comparado com outros países, como a Índia, por exemplo, onde em média a cana-de-açúcar precisa ser replantada a cada duas ou três colheitas.

O Setor Sucroalcooleiro no Mundo

Açúcar

O açúcar é um produto de consumo básico e uma commodity essencial produzida em várias partes do mundo. O açúcar é feito a partir da cana-de-açúcar e da beterraba, sendo que mais de 70% da produção mundial de açúcar tem como matéria prima a cana-de-açúcar. A fabricação do açúcar passa por processos industriais e agrícolas, e sua produção requer o uso intensivo de mão-de-obra e de capital.

A produção de açúcar em todo o mundo dobrou desde o início da década de 70, passando de aproximadamente 71 milhões de toneladas de açúcar bruto, na safra de 1971, para aproximadamente 160 milhões de toneladas na safra 10/11. O aumento do consumo de açúcar levou a um crescimento na produção da cana-de-açúcar em todo o mundo. Na safra 11/12 o Brasil moeu um volume de 558 milhões de toneladas de cana que resultou na produção de 35,8 milhões de toneladas de açúcar.

O Grupo São Martinho aposta no consumo crescente de açúcar devido ao crescimento vegetativo populacional, ao aumento do poder aquisitivo dos consumidores em diversas regiões e do consumo de alimentos processados em todo o mundo, resultante da migração da população das áreas rurais para as urbanas. Dessa forma, é possível considerar um maior crescimento de consumo per capita de açúcar em regiões como a Ásia, onde a renda per capita e a migração populacional estão crescendo rapidamente.

Os maiores consumidores de açúcar do mundo são tipicamente também os maiores produtores do mundo, sendo os cinco principais países produtores responsáveis por 59% da produção mundial de açúcar. O Brasil é o maior produtor de açúcar (21% da produção mundial). Já a Índia e a China aparecem em seguida com uma participação aproximada de 15% e 10%, respectivamente.

Etanol

Apesar do aumento de mais de 200% nos últimos anos na produção global de etanol, de aproximadamente 28 milhões de m³ em 2000 para aproximadamente 90 milhões de m³ em 2010, este mercado ainda é considerado em estágio inicial de desenvolvimento mundial. Aproximadamente 75% de todo o etanol consumido no mundo é utilizado como combustível.

O Brasil produziu 23,0 milhões de m³ de álcool na safra 11/12. O etanol é menos poluente que a gasolina, por ser limpo e renovável e apresentar contribuições relevantes para a redução dos gases que causam o efeito estufa. O alto teor de oxigênio do etanol reduz os níveis das emissões de monóxido de carbono em relação aos níveis emitidos com a queima da gasolina, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Misturas de etanol também reduzem as emissões de hidrocarbonetos, um dos maiores colaboradores para o desgaste da camada de ozônio. Como um incrementador da octanagem, o etanol também pode reduzir emissões cancerígenas de benzeno e butano. Preocupações e iniciativas ambientais vêm aumentando a consciência da necessidade de reduzir o consumo mundial de combustíveis fósseis e adotar combustíveis menos poluentes como o etanol. Um exemplo é o Protocolo de Quioto, que estabelece que os países considerados industrializados comprometem-se a reduzir suas emissões de dióxido de carbono e outros cinco gases que causam efeito estufa entre 2008 e 2012. 165 países ratificaram o acordo. Espera-se que iniciativas globais como o Protocolo de Quioto aumentem a demanda por etanol nos próximos anos.

Atualmente, os Estados Unidos e o Brasil são os principais produtores e consumidores de etanol no mundo, sendo que a maior parte do etanol produzido nos Estados Unidos vem do milho e no Brasil tem origem a partir da cana-de-açúcar.

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