O Mercado Sucroalcooleiro

O Mercado Sucroalcooleiro

O Setor Sucroalcooleiro no Brasil

Segundo dados da UNICA, o Brasil moeu, na safra 14/15, um volume de 632,1 milhões de toneladas de cana que resultou na produção de 35,5 milhões de toneladas de açúcar e 28,4 milhões de m³ de etanol.

A cultura da cana-de-açúcar espalha-se por duas regiões no Brasil: Centro-Sul, que compõe a Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, e Norte-Nordeste. Na Região Centro-Sul, a safra ocorre entre os meses de abril e novembro. Já na Região Norte-Nordeste acontece entre os meses de setembro e março.
O vasto território do Brasil e seu clima favorável possibilitam uma grande oferta de terras disponíveis para a produção de cana-de-açúcar. As condições favoráveis do Brasil permitem que a matéria prima seja colhida entre cinco e seis vezes antes que seja necessário replantar, o que representa uma grande vantagem se comparado com outros países, como a Índia, por exemplo, onde em média a cana-de-açúcar precisa ser replantada a cada duas ou três colheitas.

O Setor Sucroalcooleiro no Mundo

Açúcar

O açúcar é um produto de consumo básico e uma commodity essencial produzida em várias partes do mundo. O açúcar é feito a partir da cana-de-açúcar e da beterraba, sendo que mais de 70% da produção mundial de açúcar tem como matéria prima a cana-de-açúcar. A fabricação do açúcar passa por processos industriais e agrícolas, e sua produção requer o uso intensivo de mão-de-obra e de capital.

A produção de açúcar em todo o mundo dobrou desde o início da década de 70, passando de aproximadamente 71 milhões de toneladas de açúcar bruto, na safra de 1971, para aproximadamente 160 milhões de toneladas na safra 10/11. O aumento do consumo de açúcar levou a um crescimento na produção da cana-de-açúcar em todo o mundo. Na safra 14/15 o Brasil moeu um volume de 632,1 milhões de toneladas de cana que resultou na produção de 35,5 milhões de toneladas de açúcar.
A São Martinho aposta no consumo crescente de açúcar devido ao crescimento vegetativo populacional, ao aumento do poder aquisitivo dos consumidores em diversas regiões e do consumo de alimentos processados em todo o mundo, resultante da migração da população das áreas rurais para as urbanas. Dessa forma, é possível considerar um maior crescimento de consumo per capita de açúcar em regiões como a Ásia, onde a renda per capita e a migração populacional estão crescendo rapidamente.

Os maiores consumidores de açúcar do mundo são tipicamente também os maiores produtores do mundo, sendo os cinco principais países produtores responsáveis por 59% da produção mundial de açúcar. O Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar no mundo, com participação de aproximadamente 21% da produção mundial e açúcar.

Etanol

Apesar do aumento de mais de 200% nos últimos anos na produção global de etanol, de aproximadamente 28 milhões de m³ em 2000 para aproximadamente 90 milhões de m³ em 2010, este mercado ainda é considerado em estágio inicial de desenvolvimento mundial. Aproximadamente 75% de todo o etanol consumido no mundo é utilizado como combustível.

O Brasil produziu 28,4 milhões de m³ de álcool na safra 14/15. O etanol é menos poluente que a gasolina, por ser limpo e renovável e apresentar contribuições relevantes para a redução dos gases que causam o efeito estufa. O alto teor de oxigênio do etanol reduz os níveis das emissões de monóxido de carbono em relação aos níveis emitidos com a queima da gasolina, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Misturas de etanol também reduzem as emissões de hidrocarbonetos, um dos maiores colaboradores para o desgaste da camada de ozônio. Como um incrementador da octanagem, o etanol também pode reduzir emissões cancerígenas de benzeno e butano. Preocupações e iniciativas ambientais vêm aumentando a consciência da necessidade de reduzir o consumo mundial de combustíveis fósseis e adotar combustíveis menos poluentes como o etanol. Um exemplo é o Protocolo de Quioto, que estabelece que os países considerados industrializados comprometem-se a reduzir suas emissões de dióxido de carbono e outros cinco gases que causam efeito estufa entre 2008 e 2012. 165 países ratificaram o acordo. Espera-se que iniciativas globais como o Protocolo de Quioto aumentem a demanda por etanol nos próximos anos.

Atualmente, os Estados Unidos e o Brasil são os principais produtores e consumidores de etanol no mundo, sendo que a maior parte do etanol produzido nos Estados Unidos vem do milho e no Brasil tem origem a partir da cana-de-açúcar.

Política de Privacidade Termos e Condições