Hoje na Economia

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Edição 1992

16/04/2018

Mercados operam com otimismo moderado, nesta segunda-feira. Investidores avaliam que as consequências do ataque norte-americano à Síria serão limitadas, não provocando ondas de aversão ao risco. Ativos considerados porto seguro, como títulos soberanos e ouro, recuam, enquanto os futuros dos índices de ações mostram valorizações moderadas.

Os índices futuros das bolsas de ações de Nova York operam em alta, nesta manhã, com destaque para o futuro do Dow Jones: +0,64%; do S&P 500 +0,62% e Nasdaq +0,65%. O juro pago pela Treasury de 10 anos sobe para 2,855%, de 2,820% no final da tarde de sexta-feira. O dólar recua frente às principais moedas, de acordo com o índice DXY que registra queda de 0,22%, nesta manhã. Hoje serão divulgadas as vendas ao varejo em março, que devem contribuir para as apostas para a política monetária. Segundo do consenso, o comércio americano aumentou suas vendas em 0,4% no mês, recuperando-se da queda de 0,1% em fevereiro.

Dissipados os temores de que o pior poderia acontecer após os ataques americanos à Síria, os europeus se voltam para ativos de maior risco, mas cercados de cautela. O índice de ações pan-europeu, STOXX600, opera em torno da estabilidade neste momento. Principais mercados da região não mostram direcional único. Em Londres, o FTSE100 recua 0,32%; em Paris, o CAC40 flutua próximo da estabilidade; em Frankfurt, o DAX opera com alta de 0,18%. O euro troca de mãos a US$ 1,2368 de US$ 1,2340 no fim da tarde de sexta-feira.

Na Ásia, as preocupações com o conflito entre EUA e Síria pesaram sobre os negócios. Mercados fecharam sem direção única. No Japão, a bolsa de Tóquio fechou com ganho modesto de 0,26%, segundo o índice Nikkei. O iene chegou a perder força diante do dólar, após pesquisa de opinião mostrar enfraquecimento do apoio ao Primeiro Ministro Shinzo Abe, mas se recuperou durante a sessão. No momento, o dólar é cotado a 107,19 ienes, contra 107,36 ienes de sexta-feira. Na China, o dia foi de perdas. O índice Xangai Composto recuou 1,53%, com investidores cautelosos à espera da divulgação dos dados do PIB do 1º trimestre, no fim da noite desta segunda-feira. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 1,60%, pressionado por ações de financeiras e tecnologia.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa, em movimento de realização de lucros, após acumularem ganhos superiores a 8%, na semana passada. No momento, o contrato futuro do petróleo tipo WTI é negociado a US$ 66,53/barril, com queda de 1,28%.

A melhora do humor externo, uma vez afastado o risco de uma escalada militar no Oriente Médio, deve favorecer a Bovespa e o real nesta segunda-feira. A última pesquisa Datafolha, mostrando fraco desempenho dos candidatos de centro em favor dos extremos (direita e esquerda) pode pesar sobre o ânimo do investidor doméstico. Na agenda, o Banco Central divulga o IBC-Br de fevereiro, que deve mostrar queda de 0,08% na comparação mensal e +0,80% em relação a fevereiro/17. A inflação registrada pelo IGP-10 de abril deve ser de 0,42%, segundo o consenso do mercado.