Hoje na Economia

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Edição 2001

14/05/2018

Mercados financeiros abrem a semana com tom mais otimista, com diminuição de tensões comerciais entre EUA e China.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com o índice MSCI Ásia Pacífico subindo 0,5%. Houve sinalizações dos EUA e da China de relaxamento nas tensões comerciais entre os países, com o vice premiê chinês Liu He devendo visitar os EUA no futuro para continuar as conversas. Houve alta de 0,47% no índice Nikkei225 do Japão e 0,34% na bolsa de Xangai. O iene está se depreciando contra o dólar, -0,11%, cotado a 109,51. Dados importantes sairão na China ao longo da semana, com destaque para a produção industrial e vendas no varejo que serão divulgadas amanhã.

Na Europa, a maior parte das bolsas está em queda. O índice pan-europeu STOXX600 cai -0,26%, com recuos de -0,23% no FTSE100 de Londres, -0,25% no CAC40 de Paris e -0,35% no DAX de Frankfurt. O euro está se valorizando 0,38% contra o dólar, cotado a 1,1988. Um dos membros do BCE (Banco Central Europeu) disse hoje que altas de juros devem ocorrer alguns trimestres após o fim do programa de compra de títulos e não alguns anos após o fim dele, o que resultou na alta nas taxas de juros futuros na Europa, na valorização do euro e, em parte, na queda das bolsas. As bolsas também recuam devido à possibilidade da formação de uma coalização governante populista.

Nos EUA, o índice futuro da bolsa S&P500 está em alta de 0,17%. O dólar está perdendo valor contra outras moedas, com o índice DXY recuando -0,26%. Contra países emergentes o dólar também está se desvalorizando. Os juros futuros americanos estão em ligeira alta, com a Treasury de 10 anos a 2,982% a.a.. Nesta semana sairão dados de vendas no varejo (terça-feira) e produção industrial (quarta-feira), com impacto no mercado.

Os preços de commodities recuam pela manhã, com o índice geral da Bloomberg caindo -0,09%. O preço do petróleo tipo WTI sobe 0,20%, a US$ 70,84. Um dos membros da OPEP (organização dos países exportadores de petróleo) disse que sanções dos EUA ao Irã podem ser compensadas pela capacidade ociosa que existe nos países da OPEP.

Nesta semana ocorrerá a reunião do Copom (comitê de política monetária) do BC. A expectativa é de corte de 0,25 pp na taxa Selic, para 6,25%. O ambiente externo mais adverso pode fazer o BC dizer que não vai cortar mais a taxa de juros nas reuniões depois dessa. Dados importantes de atividade também saem ao longo da semana, com destaque para o IBC-Br na quarta-feira. O BC alterou o programa de swaps cambiais na noite de sexta-feira, encurtando seus vencimentos, o que pode fazer o real se valorizar levemente, junto com o ambiente externo mais favorável para moedas. A queda nos juros futuros curtos, devido à possibilidade de corte na Selic, no entanto, devem evitar uma valorização muito grande. A bolsa brasileira deve abrir em alta, ajudada pela diminuição de aversão ao risco e com bons resultados de empresas.