Hoje na Economia

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Edição 2013

16/05/2018

Mercados se estabilizam após a forte volatilidade de ontem, ainda que as razões para cautela permaneçam. Aumento das tensões na península coreana, com o risco de azedar a aproximação entre os EUA e Coreia do Norte; aumento dos conflitos na faixa de Gaza; alertas do FMI sobre ameaças ao crescimento mundial decorrente da guerra comercial são fatores que devem alimentar a aversão ao risco, nesta quarta-feira.

O rendimento da T-Bond de 10 anos, que alcançou ontem 3,09% ao ano, o maior patamar desde meados de 2011, recuou para 3,056%, nesta manhã, mantendo-se em torno desse patamar. O índice DXY, que acompanha o valor do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, encontra-se em 93,417, com alta de 0,22%. Os futuros das principais bolsas de Nova York apontam para uma abertura em queda. O futuro do índice Dow Jones recua 0,10%; do S&P 500 cai 0,07%; do Nasdaq perde 0,08%. Na agenda, será divulgada a produção industrial americana, que em abril deve ter subido 0,6% em relação a março, mantendo a trajetória de alta observada nos últimos seis meses.

Na Ásia, mercados abriram sem direção única, tentando recuperar parte das perdas de ontem. As preocupações com a Coreia do Norte permanecem no radar, levando os investidores a evitar exposição ao risco. O índice MSCI Asia Pacific fechou com queda de 0,11% após uma abertura em que chegou a recuar mais de 0,30%. No Japão, o índice Nikkei recuou 0,44% em Tóquio, pesando a queda das ações dos setores de mineração e petróleo. O dólar é negociado a 110,14 ienes, nesta manhã, recuando ante a cotação de 110,43 ienes de ontem à tarde. Dados divulgados ontem mostraram que o PIB do Japão recuou 0,6% no 1º trimestre, a primeira queda desde 2015. O resultado interrompeu o período mais longo de crescimento do Japão em 28 anos. Na China, após uma abertura em alta, bolsas fecharam em baixa por conta da queda nas ações do sistema financeiro. O Índice Xangai Composto encerrou o dia com perda 0,71%. Em Hong Kong, o Hang Seng fechou com leve baixa (-0,13%).

Na Europa, após uma abertura que prometia recuperar parte das perdas de ontem, bolsas voltaram a operar no vermelho. O índice pan-europeu de ações, STOXX600, opera com queda discreta (-0,06%), nesta manhã. O mesmo ocorre em Londres, onde o FTSE100 flutua em torno da estabilidade, enquanto em Paris, o CAC40 tem perda moderada (-0,10%). Em Frankfurt, mercado de ações local sustenta a alta: o DAX sobe 0,16%, no momento. O euro é negociado a US$ 1,1803, perdendo em relação à cotação de US$ 1,1843 de ontem à tarde. As estatísticas confirmaram que a inflação da zona do euro ficou em 1,2% na comparação anual de abril, mantendo o Banco Central Europeu sem pressa para normalizar a política monetária.

Aumento dos estoques de petróleo norte-americanos impõe viés de baixa para as cotações do produto, nesta quarta-feira. O contrato futuro do petróleo tipo WTI para junho recua 0,34%, no momento, sendo negociado a US$ 71,07/barril.

Na agenda econômica doméstica, o Banco Central divulga o índice de atividade econômica (IBC-Br) de março (consenso: -0,30% em relação a fevereiro) confirmando um PIB mais fraco para o período. Atividade enfraquecida e inflação correndo abaixo do piso da meta deve levar o Copom a anunciar mais um corte na Selic, que deve ficar em 6,25% ao ano. No mercado de câmbio, preocupações e críticas ao BC, com o valor do dólar rondando os R$ 3,70.