Hoje na Economia

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Edição 2032

13/06/2018

Mercados operam, no dia de hoje, com foco na reunião de política monetária do Fed (Fomc), que deve anunciar o resultado às 15hs. Nesse encontro, o Fed deverá subir a faixa das taxas dos fed funds dos atuais 1,50% a 1,75% para 1,75% a 2,00%, segundo o consenso do mercado. O comunicado deve mostrar otimismo em relação à economia, com mercado de trabalho apertado e inflação em lenta trajetória de alta. A grande dúvida do mercado é saber se o comitê alterará as projeções em vigor. Em março, o Fed projetou um total de três aumentos ao longo deste ano. Parte dos participantes do mercado acredita que a previsão poderá ser ajustada para quatro elevações, terminando o ano com juros na faixa de 2,25% a 2,50%.

O juro pago pela Treasury de prazo de 10 anos encontra-se estável em 2,955%, nesta manhã, apresentando ligeiro recuo diante da taxa de 2,96% de ontem à tarde. O dólar sobe frente às principais moedas (índice DXY avança 0,10%), e principalmente diante das moedas emergentes, onde o destaque é a lira turca que perde 1,74%, sendo cotada a 4,74/US$. No mercado futuro de ações, os principais índices futuros operam com altas discretas: Dow Jones +0,05%; S&P 500 +0,07%; Nasdaq +0,13%.

Na Europa, bolsas de ações iniciaram o dia no azul. O índice STOXX600 avança 0,23%, no momento. Em Londres, o FTSE100 sobe 0,13%; em Paris o CAC40 tem ganho de 0,23%; em Frankfurt, o DAX tem valorização de 0,12%. O euro troca de mãos a US$ 1,1761, com valorização de 0,14%, diante da expectativa de um sinal mais conservador por parte do Banco Central Europeu, na reunião de política monetária que ocorre amanhã. Espera-se por indicações sobre o momento em que o BCE encerrará sua política de compra de ativos (QE).

Na Ásia, os investidores não deram muita atenção ao encontro entre EUA e Coreia do Norte, diante da escassez de detalhes sobre o acordo firmado entre os dois países. O foco está na reunião do Fomc, o que coloca os investidores na defensiva. O índice MSCI Asia Pacific encerrou esta quarta-feira com queda de 0,4%. No Japão, a bolsa se Tóquio fechou em alta de 0,38%, segundo o índice Nikkei, graças à depreciação do iene diante da moeda americana. O dólar é negociado a 110,62 ienes de 110,32 ienes de ontem à tarde. Na China, após a alta de ontem, bolsas voltaram a retomar trajetória de queda. O índice Xangai Composto apurou queda de 0,97% no pregão de hoje. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,22%, refletindo a queda nas ações de empresas de telecomunicações chinesas.

O aumento nos estoques de petróleo nos EUA, captado pela pesquisa da American Petroleum Institute, divulgada ontem à tarde, deprimem as cotações da commodity. O contrato futuro do petróleo tipo WTI recua 0,21% na Nymex, cotado a US$ 66,22/barril, nesta manhã.

No mercado doméstico, investidores devem se manter na defensiva, à semelhança dos mercados globais, à espera da reunião de política monetária do Fed. Caso as projeções do Fed, venham ser atualizadas, confirmando as expectativas dos investidores de mais dois aumentos neste ano, o dólar deverá ganhar força em termos globais. Isso poderá exigir uma atuação reforçada do Banco Central para evitar grandes oscilações da taxa de câmbio interna. Na agenda econômica, o IBGE divulga as vendas do comércio varejista de abril, que devem ter crescido pelo segundo mês consecutivo, em +0,6%, mas na comparação anual, a sequência de 12 resultados positivos deve ser quebrada, com uma queda de 0,5%, de acordo com as projeções do mercado.