Hoje na Economia

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Edição 2051

11/07/2018

Um novo lance na guerra comercial entre EUA e China alimenta a aversão ao risco, nesta quarta-feira. O presidente Donald Trump anunciou, ontem, a intenção de impor tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões de importações da China, em mais um passo protecionista após a entrada em vigor das tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões de produtos chineses, na última sexta-feira. A China promete retaliar a altura, ainda que não tenha detalhado as medidas adicionais que pretende adotar.

Na Ásia, a nova ameaça tarifária dos EUA à China provocou forte baixa nos mercados da região. O índice benchmark de ações, MSCI Asia Pacific apurou perda de 0,9%. As quedas mais intensas ocorreram na China e Hong Kong. O índice Xangai Composto recuou 1,77%, interrompendo uma trajetória de três pregões de ganhos. O Hang Seng caiu 1,29% em Hong Kong. Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve queda de 1,19%; o sul-coreano Kospi perdeu 0,59% em Seul; o Taiex cedeu 0,74% em Taiwan. O dólar recuou para 111,18 ienes, de 111,28 ienes no fim da tarde de ontem.

As bolsas europeias seguem suas parceiras asiáticas, operando em baixa significativa. O índice pan-europeu de ações, STOXX600, recua 1,19%, nesta manhã, constituindo-se na maior queda das últimas duas semanas. Em Londres, o índice FTSE100 perde 1,37%; em Paris, o CAC40 recua 1,10%; em Frankfurt, o DAX tem queda de 1,25%. O euro é negociado a US$ 1,1701, caindo em relação ao valor de US$ 1,1746 de ontem à tarde.

Os índices futuros de ações de Nova York apontam para uma abertura em forte baixa. O índice futuro do Dow Jones perde 0,91%; do S&P 500 cede 0,80%; o Nasdaq recua 0,94%. O juro pago pelo T-Bond de 10 anos recua para 2,833% ao ano, contra 2,862% de ontem à tarde. O dólar se beneficia desse ambiente de maior aversão ao risco - índice DXY sobe 0,22% nesta manhã - ganhando terreno não só contra as moedas fortes, como também em relação às moedas emergentes, com Turquia e África do Sul liderando as quedas.

As commodities também operam em forte baixa. O índice Geral de Commodities da Bloomberg registra queda de 1,24%, no momento, com forte recuo dos metais básicos, principalmente cobre, níquel e zinco. No mercado de petróleo, a maior aversão ao risco também deprime as cotações da commodity, cuja queda é acentuada pela normalização da produção na Líbia. O contrato futuro do produto tipo WTI é negociado a US$ 73,59/barril, recuando 0,70%, no momento.

O ambiente de forte aversão ao risco que toma conta dos mercados internacionais devido o novo avanço do protecionismo americano deve contaminar os mercados domésticos, resultando em pressões sobre a taxa de câmbio, elevação dos prêmios na curva de juros futuros e queda da Bovespa.