Hoje na Economia

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Edição 2073

10/08/2018

Mais um dia de aversão ao risco prevalece nos mercados globais. A crise econômica e financeira vivenciada pela Turquia, ameaçando contaminar economias europeias, somada as tensões comerciais e geopolíticas, empurra os investidores em direção a ativos considerados seguros.

O dólar sobe tanto em relação a moedas fortes quanto em relação às ligadas a emergentes e commodities, mas recua diante do iene, nesta manhã. O índice DXY, que acompanha o valor do dólar diante de uma cesta de moedas, avança 0,40%. Entre as moedas emergentes, a lira turca é a que sofre maior queda diante do dólar: -6,40%, no momento. Os índices futuros de ações da bolsa de Nova York registram quedas significativas nesta manhã: Dow Jones futuro cai 0,38%; S&P 500 tem baixa de 0,40%; Nasdaq perde 0,47%. A busca por porto seguro derruba os juros dos T-Bonds. O papel de maturidade de 10 anos paga 2,893% nesta manhã, recuando ante o juro de 2,925% de ontem à tarde. Esse quadro de dólar forte pode ser reforçado pela divulgação da inflação ao consumidor (CPI) de julho, nesta manhã. Segundo as projeções do mercado, o índice cheio deve subir 2,9% em relação a julho de 2017, enquanto o núcleo (Core CPI) deve mostrar alta de 2,3%, na mesma base de comparação.

Na Europa, a cautela em relação à Turquia derruba as bolsas da região. Investidores mostram-se preocupados com a possibilidade de a crise turca contaminar a economia europeia, dada à exposição de bancos europeus ao quadro financeiro e econômico frágil da Turquia. O índice pan-europeu de ações, STOXX600, tem queda de 0,94%, nesta manhã. Principais praças também registram quedas fortes: a bolsa de Londres perde 0,78%; em Paris, o CAC40 recua 1,30%; em Frankfurt, o DAX tem perda de 1,68%. O euro é negociado a US$ 1,1469 (-0,52%), o menor patamar em quase um ano.

As bolsas asiáticas fecharam na maioria em baixa, nesta sexta-feira. O índice regional MSCI Asia Pacific encerrou o pregão de hoje com queda de 0,50%. A China foi a exceção. O índice Composto de Xangai apurou alta modesta (+0,03%), mas em meio a forte volatilidade, em parte alimentada pelas tensões em relação à guerra comercial com os EUA. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,84%, interrompendo uma sequência de quatro altas. Em Tóquio, o índice Nikkei teve queda de 1,33%, em função da valorização do iene diante do dólar, decorrente do ambiente global de aversão ao risco. Nesta manhã, o dólar é negociado a 110,93 ienes de 111,07 ienes de ontem à tarde. Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em baixa de 0,91%; em Taiwan, o Taiex caiu 0,40%.

Os contratos futuros de petróleo operam em território negativo, refletindo o ambiente de maior aversão ao risco devido à crise na Turquia, resultando em forte valorização do dólar, que torna o petróleo, cotado na divisa americana, mais caro para os detentores de outras moedas. O contrato futuro do produto tipo WTI para entrega em setembro é negociado a US$ 66,77/barril, com queda de 0,10%.

Os mercados brasileiros devem abrir em sintonia com os internacionais, onde prevalece forte aversão ao risco, sinalizando para uma abertura negativa para a Bovespa, dólar e juros futuros em alta. Na agenda econômica, será divulgado o resultado das vendas do comércio varejista nacional em junho. Pelo conceito restrito, o volume vendido deve ter subido 0,10% no mês e 2,4% em relação a igual mês do ano passado, segundo as projeções do mercado.