Hoje na Economia

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Edição 2116

11/10/2018

O mercado de capital global amanhece com clara aversão ao risco, estampada nos recuos das bolsas asiáticas e europeias e futuros americanos. A renda fixa se valoriza, bem como moedas consideradas porto seguro, como o iene. A abertura desta manhã dá prosseguimento às quedas observadas ontem em Nova York, quando os principais índices de ações recuaram mais de 3%. Pesaram nos negócios temores de que o Fed seja mais rigoroso no aperto de sua política monetária, maiores tensões comerciais entre EUA e China e perspectivas de expansão econômica global mais moderada.

Esse movimento de aversão ao risco tomou conta dos mercados asiáticos. O índice regional de ações MSCI Asia Pacific fechou em queda de 3,5%, a maior queda diária desde 2016. No Japão, o índice Nikkei recuou 3,89% no pregão de hoje, enquanto o iene e os bônus do governo japonês foram beneficiados, com a valorização do iene ante ao dólar e redução de 1 ponto-base no juro do JGB de dez anos. O dólar é negociado a 112,21 ienes, de 113,24 ienes de ontem de manhã. Na China, o principal índice acionário, o Xangai Composto, sofreu um tombo de 5,22% nesta quinta-feira. Foi o pior resultado diário desde 2016. Em outras partes da Ásia, as baixas foram igualmente acentuadas. O sul-coreano Kospi caiu 4,44%; em Taiwan, o Taiex perdeu 6,31%, o pior desempenho em uma década; o Hang Seng cedeu 3,54% em Hong Kong, a maior perda em oito meses.

Avaliações de que a guerra comercial deverá afetar negativamente o resultado das empresas já no terceiro trimestre e a constatação que a redução da liquidez global em curso já prejudica o crescimento mundial deve dar base para manutenção do declínio no mercado de ações.

Na Europa, à semelhança do ocorrido ontem em Nova York e hoje na Ásia, a onda de queda que toma conta dos mercados de ações empurra as bolsas europeias para o vermelho. O índice STOXX600 opera com queda de 1,80%, nesta manhã. Em Londres, o FTSE100 perde 1,85%; em Paris, o CAC40 tem perda de 1,51%; em Frankfurt, o DAX recua 1,46%. O euro se fortalece ante o dólar, sendo cotado a US$ 1,1547, de US$ 1,1524 no fim da tarde de ontem.

Os índices futuros das principais bolsas de Nova York sinalizam para mais um dia de fortes perdas. O índice Nasdaq, que ontem caiu mais de 4% em seu pior dia em sete anos, recua 0,87%, nesta manhã, segundo o índice futuro. O Dow Jones perde 1,07%, enquanto o S&P recua 0,93%. A busca por segurança interrompeu o movimento de venda das treasuries, permitindo certa recomposição de preços, colocando o juro do T-Note de 10 anos em 3,151% de 3,20% de ontem à tarde. No mercado de moedas, o euro e o iene são ganhadores, enquanto o dólar se enfraquece frente aos seus principais parceiros comerciais. No momento, o índice DXY registra queda de 0,22%.

Em um dia de forte aversão ao risco, as commodities operam em baixa. O índice Geral de Commodity da Bloomberg perde 0,91%, nesta manhã, com destaque para o recuo de metais básicos. No mercado de petróleo, o contrato futuro do produto tipo WTI é negociado a US$ 71,80/barril, com queda de 1,51%, neste momento.

Para os ativos domésticos há ventos favoráveis vindos da política: pesquisa Datafolha mostrou que Bolsonaro abriu vantagem de 16 pontos sobre Haddad (58% X 42% dos votos válidos na primeira pesquisa pós-primeiro turno). A abertura dos negócios deverá ser positiva, mas dado o ambiente de aversão ao risco presente nos mercados globais, essa tendência pode se reverter ao longo do pregão. Na agenda econômica, o IBGE divulgará o resultado das vendas do comércio nacional em agosto. Segundo as projeções do mercado, o volume vendido pelo comércio restrito subiu 0,2% em bases mensais e 1,4% na comparação com igual mês de 2017.