Hoje na Economia

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Edição 2150

05/12/2018

A aversão ao risco volta a predominar no dia de hoje, com as preocupações voltando a se concentrar nas tensões comerciais entre EUA e China, apesar de as autoridades chinesas terem afirmado que as negociações continuam, baseadas no cronograma estabelecido, e que serão executadas nos pontos onde já foi alcançado um consenso. A sensação é que as negociações do final de semana entre os dois presidentes não deverão ser tão frutíferas quanto o esperado inicialmente. Mercados da Ásia e Europa operam em baixa, contaminados pelas fortes quedas ocorridas nas bolsas americanas ontem.

Na Ásia, mercados fecharam majoritariamente em baixa. Houve um misto de realização de lucros e preocupação com a falta de detalhes em relação à trégua de 90 dias acertada entre EUA e China. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou com queda de 0,53%, após uma abertura em forte queda. No mercado de câmbio, o dólar subiu para 113,03 ienes de 112,80 ienes no final da tarde de ontem. Forte volatilidade também marcou os negócios na China. O índice Xangai Composto chegou a cair mais de 1,5%, mas se recuperou ao longo do pregão encerrando a sessão em 0,61%. Nas demais praças da região, o índice Hang Seng teve queda de 1,62% em Hong Kong; em Seul, o Kospi apurou perda de 0,62%; em Taiwan, o Taiex perdeu 1,65%.

Na Europa, além das incertezas em relação à guerra comercial entre os EUA e China, pesam também sobre os negócios as preocupações com desaceleração da economia global e queda nos preços do petróleo. Há também as expectativas em relação ao Brexit permeando os negócios. No mercado de ações, o índice STOXX600 recua 1,0%, nesta manhã. Em Londres, o FTSE100 perde 1,27%; em Paris, o CAC40 recua 1,10%; em Frankfurt, o DAX tem queda de 0,99%. O euro é negociado a US$ US$ 1,1330, recuando ante o valor de US$ 1,1344 de ontem à tarde.

No mercado americano, investidores vão digerindo a percepção de uma economia que vai perdendo o folego, o que pode colocar um ponto final no ciclo de alta dos juros comandado pelo Fed, antes do que se esperava. A tradução disso é a queda nos yields dos Treasuries de longo prazo. O juros do T-Note de 10 anos estão sendo negociados em 2,91% ao ano, o mais baixo patamar dos últimos três meses. O dólar se fortalece frente às principais moedas, tanto dos avançados, como das economias emergentes. Hoje o Fed divulga (às 17hs de Brasília) o Livro Bege, sumário das condições econômicas apuradas pelos Feds regionais.

No mercado de petróleo o dia é de realização de lucros. A divulgação de números apontando alta nos estoques americanos pela American Petroleum Institute (API) favorece movimento de venda da commodity após as altas recentes. O contrato futuro do produto tipo WTI é negociado a US$ 52,73/barril, com queda de 0,98%, no momento.

A aversão ao risco decorrente da percepção de que os EUA caminham para a recessão, oque derrubou as bolsas americanas ontem, deve continuar afetando negativamente a Bovespa. Queda nos preços das commodities, em particular do petróleo, também deve jogar contra.