Hoje na Economia

  • Clique aqui para adicionar essa página aos favoritos

    Meus Favoritos

    Personalizar seus Favoritos:

    1) Escreva no campo abaixo o nome da página da maneira que mais lhe agrada.

    2) Clique em "Incluir no Meus Favoritos".


  • PDF
  • Imprimir
  • Enviar para um amigo

Edição 2151

06/12/2018

Permanece o quadro de aversão ao risco, nesta manhã. As preocupações com o enfraquecimento da economia americana, mostrada ontem no Livro Bege, e o ceticismo que cerca a trégua entre americanos e chineses no âmbito na guerra comercial permeiam os negócios, derrubando o dólar, elevando os preços dos títulos governamentais e valorizando moedas, como o iene japonês. A prisão da CFO da gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies no Canadá, a pedidos dos EUA por ter violado as sanções impostas ao Irã, deve azedar ainda mais as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Pelo lado americano, o índice futuros de ações S&P 500 recua 1,10%, enquanto os futuros do Dow Jones e Nasdaq perdem 1,13% e 1,32%, respectivamente, nesta manhã. O juro pago pelo T-Bond de 10 anos recua 0,25% no momento, situando-se em 2,91% ao ano. O índice DXY, que segue o valor da moeda americana frente a uma cesta de moedas, situa-se em 97,18 pontos, com discreta alta de 0,06%.

Na Ásia, a maioria esmagadora das bolsas de ações mergulhou no vermelho, nesta quinta-feira. A prisão da executiva chinesa ajudou a piorar o humor na região. O índice regional de ações, MSCI Asia Pacific, registrou queda de 1,8%, registrando a maior queda diária em duas semanas. Na China, as perdas das bolsas foram mais agudas na segunda parte do pregão, quando a notícia sobre a prisão da presidente da Huawei já era conhecida. O índice Xangai Composto terminou o dia com queda de 1,68%. No Japão, o índice Nikkei caiu 1,91%, também pressionado pela valorização do iene frente ao dólar. A moeda americana é cotada a 113,02 ienes, contra 113,22 ienes de ontem à tarde. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng recuou 2,47% em Hong Kong; o sul-coreano Kospi caiu 1,55% em Seul; o Taiex registrou queda de 2,34% em Taiwan.

Na Europa, o índice STOXX600 recua 1,50%, no momento, com queda em todos os 19 grupos industriais que compõem o índice, acompanhando a onda de aversão ao risco que tomou conta das operações nos mercados asiáticos no dia de hoje. Demais praças também operam no vermelho: Londres -1,26%; Paris -1,45% e Frankfurt -1,54%. O euro é cotado a 1,1326 (-0,15%), contra US$ 1,1346 no fim da tarde de ontem.

No mercado de petróleo, os contratos futuros para entrega em janeiro do petróleo WTI são cotados a US$ 52,59/barril, com queda de 0,81%. O índice Geral de Commodity da Bloomberg registra queda de 0,78%, no momento. Hoje começa em Viena, a reunião de dois dias dos membros da Opep e de outros grandes produtores independentes, onde o foco será a possibilidade de redução da produção, visando sustentar os preços da commodity.

A provável abertura em queda das bolsas de Nova York, segundo sinaliza os futuros dos principais índices de ações nesta manhã, em meio a forte aversão ao risco que tomou conta dos mercados asiáticos e europeus, a Bovespa deve voltar a operar no vermelho na sessão de hoje. No mercado de câmbio, a taxa de câmbio deve abrir pressionada acompanhando a alta global da moeda americana, o que deve manter em alta os vértices mais longos da curva de juros futuros.