Hoje na Economia

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Edição 2172

11/01/2019

O tom otimista que prevaleceu nos mercados financeiros globais segue ocorrendo na sexta-feira, com alta em quase todas as bolsas do mundo. As negociações entre China e EUA terminaram na quinta-feira, sem nenhum anúncio formal importante sobre avanços, porém rumores de que elas devem prosseguir na visita de Liu He, assessor econômico do presidente chinês, aos EUA nos dias 30 e 31 de janeiro fazem os mercados seguirem com bom humor. O humor também é ajudado pelas seguidas declarações dovish de dirigentes do Federal Reserve dos EUA, como a entrevista de Powell ontem.

Na Ásia as bolsas fecharam em alta quase generalizada, com apenas a bolsa da Índia tendo queda (de -0,27%), devido a resultados corporativos. O índice Nikkei225 subiu +0,97% e a bolsa de Xangai +0,74%. O iene está se valorizando ligeiramente contra o dólar hoje, com variação de +0,11%, cotado a ¥/US$ 108,31.

Na Europa, as bolsas operam todas em alta. O índice pan-europeu STOXX600 sobe 0,30%, com avanços de 0,60% no FTSE100 de Londres, 0,11% no CAC40 de Paris e 0,04% no DAX de Frankfurt. O euro está se apreciando +0,18%, cotado a US$/€ 1,1521.

Os principais índices futuros de ações americanos operam sem direção única hoje. O S&P500 está alternando perdas e ganhos, agora recuando -0,07%. Os juros futuros americanos estão subindo, com o yield da Treasury de 10 anos a 2,7096% a.a.. O dólar está perdendo valor contra a maioria das moedas, com o índice DXY caindo 0,19%. O impasse entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Congresso prossegue em relação à aprovação do orçamento federal, com essa paralisação (shutdown) afetando a divulgação de diversos dados econômicos. Entretanto um desses dados ainda conseguirá ser divulgado hoje, a inflação ao consumidor de dezembro. A expectativa do mercado é que haja recuo de 2,2% A/A para 1,9% A/A no índice cheio, devido aos preços de energia, enquanto o núcleo deve ficar estável em 2,2% A/A.

Os índices de preços de commodities seguem em alta, com o índice geral de preços da Bloomberg subindo 0,63%. O preço do petróleo sobe 0,95%, com o barril tipo WTI cotado a US$ 53,09.

No Brasil, o destaque da agenda hoje é a divulgação do IPCA de dezembro. A expectativa da SulAmérica Investimentos é de 0,04% M/M, porém a mediana de projeções do mercado é de 0,12% M/M e houve uma alta forte nos contratos de DI futuro no final do pregão de ontem, podendo indicar que os mercados esperam uma alta ainda maior desse índice. De qualquer forma, os ativos brasileiros devem se beneficiar do bom humor global e de notícias corporativas mais específicas boas. A bolsa brasileira deve subir hoje e o real deve voltar a se valorizar (novamente o patamar de R$/US$ 3,68 parece ser difícil de ultrapassar por questões técnicas). O comportamento dos juros futuros deve ser mais afetado pelo IPCA, mas a tendência inicial deve ser de queda.