Hoje na Economia

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Edição 2274

12/06/2019

Mercados financeiros internacionais abrem em leve queda nessa quarta-feira, com receios em relação à guerra comercial entre China e EUA.

As bolsas da Ásia fecharam em queda, com o índice MSCI Ásia Pacífico recuando -0,3%. Houve queda de -0,56% na bolsa de Xangai, -0,35% no índice Nikkei225 do Japão e -1,73% no índice Hang Seng de Hong Kong. O recuo mais forte em Hong Kong se deveu a protestos políticos que ocorreram no país. Diversos indicadores econômicos chineses foram divulgados. O crédito em maio cresceu em relação ao mês anterior, porém menos do que era esperado, com alguma recuperação no crédito às famílias, mas com as empresas ainda reticentes em se endividar, devido ao cenário nebuloso de crescimento. A inflação ao consumidor acelerou em relação ao mês anterior (2,7% A/A contra 2,5% A/A), mas boa parte desse aumento deveu-se aos preços de carne de porco, que estão em alta recorde (18,2% A/A, maior nível desde jun/16) devido à febre suína africana no país. O núcleo de inflação ao consumidor recuou de 1,8% A/A par 1,6% A/A e a inflação ao produtor diminuiu de 0,9% A/A para 0,6% A/A, permitindo ao Banco do Povo da China continuar a dar estímulos sem se preocupar com problemas de inflação.

Na Europa a maior parte das bolsas está em queda, com recuos de -0,51% no índice pan-europeu STOXX600, -0,66% no FTSE100 de Londres, -0,70% no CAC40 de Paris e -0,50% no DAX de Frankfurt. O euro está se depreciando levemente contra o dólar, -0,04%, cotado a US$/€ 1,1321.

No mercado americano, há queda pequena no índice futuro do S&P500, de -0,22%. Os juros futuros recuam ligeiramente, com a Treasury de 10 anos pagando 2,1274% a.a.. O dólar encontra-se relativamente estável diante das principais moedas, com o índice DXY subindo 0,02%. Hoje será divulgada a inflação ao consumidor de maio, sendo que a expectativa é de recuo de 2,0% A/A para 1,9% A/A, o que pode ajudar a aumentar as apostas de cortes de juros.

Os preços de commodities operam sem direção única pela manhã, com recuo de -0,53% no índice geral da BLoomberg. Há queda significativa nos preços de energia, com o barril de petróleo WTI recuando -2,76%, cotado a US$ 51,80. Por outro lado há aumento nos preços de metais preciosos, em especial ouro (+0,64%).

Ontem o Congresso aprovou por unanimidade o crédito suplementar de R$ 248 bilhões para o governo, com o Executivo cedendo em alguns pontos para a oposição e centrão (liberando gastos para universidades, bolsas de pesquisa, programas habitacionais e de combate à seca). A maior cooperação entre Executivo e Legislativo pode ajudar os preços de ativos brasileiros a ignorarem a queda no restante do mundo. Hoje será divulgado o dado de vendas no varejo de abril, sendo que a expectativa mediana é de recuo de -0,1% M/M. A bolsa brasileira deve subir e o real deve se valorizar diante do dólar devido à política. A atividade mais fraca também deve contribuir para os juros futuros recuarem hoje, com aumento de aposta de corte de Selic.