Hoje na Economia

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Edição 2293

11/07/2019

Em um dia sem muitas novidades na agenda econômica mundial, mas motivados pela percepção de que a desaceleração da economia global poderá ser revertida pelas políticas estimulativas dos principais bancos centrais, os investidores mantêm elevado seu apetite por ativos com maior risco, favorecendo ganhos para mercados de ações, commodities e petróleo, enquanto o dólar perde força.

Os mercados acionários asiáticos encerraram a sessão desta quinta-feira em alta. Investidores surfaram o tom "dovish" do presidente do Fed, Jerome Powell, confirmando as expectativas do mercado de que o Fed poderá efetuar um corte nas taxas de juros na reunião do Fomc deste mês. No Japão, a queda do dólar e o avanço do iene acabaram pesando negativamente sobre as ações das exportadoras, mesmo assim o índice Nikkei fechou o dia com alta de 0,51%. O dólar é negociado a 108,17 ienes, contra 108,41 ienes de ontem à tarde. Na bolsa de Seul, o Kospi subiu 1,06%, enquanto em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,81%. Na China, novas tensões nas relações comerciais com os EUA, envolvendo novas sanções a empresa de telecomunicações Huawei, pesaram sobre os negócios. O índice Xangai Composto fechou com alta marginal de 0,08%.

As indicações do presidente do Fed, Jerome Powell, de que a autoridade monetária americana deve efetuar um corte de juros ainda este mês, mantém aceso o apetite por ações. Os futuros de ações apontam para nova rodada de alta para a bolsa de Nova York, nesta quinta-feira. Neste momento, o índice futuro do Dow Jones sobe 0,24%; do S&P 500 avança 0,23%; Nasdaq tem alta de 0,31%. O juro da Treasury de 10 anos recua 0,34%, sitiando-se em 2,0543% ao ano. O dólar perde força frente às principais moedas, com índice DXY perdendo 0,21%, situando-se em 96,90 pontos. Na agenda econômica, será divulgada a inflação ao consumidor (CPI) de junho, que deverá subir 1,6% no acumulado de 12 meses, enquanto o núcleo (Core CPI) deve subir 2,0%, na mesma métrica.

Na Europa, bolsas locais abrem em alta, estimuladas pelo avanço dos principais índices de ações americanos na quarta-feira e seguindo o otimismo que tomou conta dos mercados asiáticos, nesta manhã. Investidores também aguardam a divulgação da ata da reunião de política monetária de junho do Banco Central Europeu (BCE), que poderá dar indicações sobre adoção de medidas estimulativas, no curto prazo. O índice de ações STOXX600 registra alta de 0,13%, neste momento. Em Londres, o FTSE100 tem leve recuo (-0,02%); em Paris, o CAC40 sobe 0,14%; o DAX recua 0,06% em Frankfurt. O euro é negociado a US$ 1,1272, subindo em relação ao valor de US$ 1,1254 de ontem à tarde.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, com investidores acompanhando o aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, depois que navios iranianos tentaram bloquear a passagem de um petroleiro britânico no Estreito de Ormuz. No momento, o contrato futuro do petróleo tipo WTI, para agosto, é cotado a US$ 60,77/barril, com alta de 0,56%.

Na agenda doméstica, o IBGE divulga os resultados das vendas do comércio varejista nacional de maio, que devem mostrar alta modesta de 0,1% na comparação mensal e 1,3% em relação a igual mês do ano passado, segundo as projeções do mercado. No âmbito político, após a aprovação da PEC da Previdência em primeiro turno, por um placar surpreendente (379 votos a favor e 131 contra), hoje devem ser apreciados os destaques. Caso não se tenha uma maioria confortável para evitar a desidratação da proposta original, a sessão de hoje poderá ser adiada.