Hoje na Economia

  • Clique aqui para adicionar essa página aos favoritos

    Meus Favoritos

    Personalizar seus Favoritos:

    1) Escreva no campo abaixo o nome da página da maneira que mais lhe agrada.

    2) Clique em "Incluir no Meus Favoritos".


  • PDF
  • Imprimir
  • Enviar para um amigo

Edição 2294

12/07/2019

Mercados de ações globais operam em alta cautelosa, nesta manhã de sexta-feira. Prevalece a percepção otimista de que os depoimentos do presidente do Fed, Jerome Powell, nas duas casas do Congresso americano, reforçaram as chances de ocorrer um corte da taxa básica de juros na próxima reunião de política monetária, no final deste mês.

O juro pago pela Treasury de 10 anos sustenta a alta observada ao longo desta semana. No momento, sobe 0,10%, situando-se em 2,1394% ao ano, o mais alto em um mês. O dólar se mantém estável em relação às principais moedas, segundo o índice DXY, que registra queda moderada de 0,06%, no momento. Os futuros dos principais índices de ações de Nova York operam em alta, devendo dar prosseguimento aos recordes atingidos no pregão de ontem. No momento, o futuro do Dow Jones sobe 0,36%; do S&P 500 tem alta de 0,27%; Nasdaq sobe 0,33%.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, impulsionadas pela alta recorde das bolsas em Nova York, em linha com ambiente propício às ações devido a expectativa de maior afrouxamento monetário nos EUA. Diante da expectativa de que outros bancos centrais acompanharão o movimento do Fed, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou com alta de 0,20%. Em Seul, o índice Kospi avançou 0,29%, enquanto em Hong Kong o índice Hang Seng teve alta de 0,14%. Na China, o índice Composto de Xangai fechou com alta de 0,44%. Após o pregão foi anunciado o resultado da balança comercial chinesa, que registrou superávit comercial de US$ 50,98 bilhões em junho (US$ 41,65 bilhões em maio), resultante da queda de 7,3% A/A nas importações, enquanto as exportações subiram 1,3% A/A. O resultado, ainda que superior ao do mês anterior, não deixa de refletir o enfraquecimento da demanda doméstica chinesa, enquanto as exportações são afetadas pelo encolhimento do comércio mundial em meio à guerra comercial.

Na Europa, bolsas seguem a tendência otimista dada pelas sinalizações do Fed nos últimos dias de que deve cortar os juros este mês. O índice pan-europeu de ações, STOXX600, opera com alta de 0,18%, nesta manhã. Em Londres, o FTSE100 sobe 0,24%; o CAC40 tem ganho de 0,58% em Paris. Destoando da tendência da região, o DAX mostra-se estável em Frankfurt, com investidores preocupados com a saúde das empresas alemãs. Na agenda, foi divulgada a produção industrial da zona do euro, que avançou 0,9% de abril para maio, superando a previsão dos analistas que estimavam crescimento de 0,2%. O euro é negociado a US$ 1,1256, mantendo-se próximo à cotação de US$ 1,1254 de ontem à tarde.

No mercado de petróleo, os contratos futuros da commodity operam em alta, motivados pelo relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE), que mostrou que a oferta da Opep segue em nível baixo desde 2014, principalmente, devido a menor produção do Iraque, Irã e Angola. No momento, o contrato futuro do produto tipo WTI para agosto é negociado a US$ 60,41/barril, com alta de 0,35%.

A agenda de indicadores econômicos prevê a divulgação pelo IBGE do volume de serviços prestados em maio, que deve ter recuado 0,30% ante abril, segundo a mediana das projeções do mercado. Diante de igual mês do ano passado, a mediana das projeções aponta crescimento de 3,5%. No âmbito político, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, marcou nova sessão em plenário para esta manhã, dando continuidade a avaliação dos destaques à reforma da Previdência iniciado ontem. Na sessão de ontem, o plenário aprovou três destaques: o que altera a regra de cálculo da aposentadoria para as mulheres; o que diminui a idade mínima de homens de 20 para 15 anos e o que suaviza as regras para policiais federais, civis do DF e agentes penitenciários.