Hoje na Economia

  • Clique aqui para adicionar essa página aos favoritos

    Meus Favoritos

    Personalizar seus Favoritos:

    1) Escreva no campo abaixo o nome da página da maneira que mais lhe agrada.

    2) Clique em "Incluir no Meus Favoritos".


  • PDF
  • Imprimir
  • Enviar para um amigo

Edição 2337

11/09/2019

Investidores mostram-se moderadamente otimistas, nesta manhã, levando as bolsas europeias e futuros das bolsas norte-americanas a operarem em alta, ao mesmo tempo em que o dólar avança frente às principais moedas, bem como os preços do petróleo.

As bolsas na Ásia fecharam em alta no pregão desta quarta-feira, à espera de novos estímulos monetários na Europa e atentas aos desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China. O índice MSCI Asia Pacific fechou o pregão de hoje com valorização de 0,90%. A China anunciou a isenção de 16 produtos importados dos EUA de tarifas extras, num gesto positivo antes da nova rodada de negociações em outubro. Essa medida não favoreceu as bolsas chinesas, que fecharam no vermelho diante das persistentes incertezas da disputa comercial sino-americana. Em Xangai, o índice Composto recuou 0,41%, nesta quarta-feira. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,96%, enquanto o Hang Seng avançou 1,78% em Hong Kong. O sul coreano Kospi se valorizou 0,84% em Seul, enquanto o Taiex registrou alta de 0,34% em Taiwan. O dólar é negociado a 107,71 ienes, com ligeira alta diante do valor de 107,52 ienes de ontem à tarde.

Na Europa, as bolsas da região operam majoritariamente em alta, desde a abertura dos negócios. Há grande expectativa em relação à reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) amanhã. Espera-se pelo anúncio de um amplo pacote de medidas para ajudar a impulsionar o crescimento econômico e a inflação da zona do euro, abrangendo desde corte de juros à retomada da política de compras mensais de ativos. A bolsa de Londres registra ganho de 0,84%, no momento; Paris sobe 0,42% e Frankfurt opera com alta de 0,76%. O índice pan-europeu de ações, STOXX600 apresenta valorização de 0,65%, no momento. O euro é cotado a US$ 1,1018, recuando ante a cotação de US$ 1,1048 de ontem à tarde.

No mercado americano, os juros das treasuries operam em queda. O T-Bond de 10 anos remunera a 1,7161% ao ano, nesta manhã, recuando 0,90% ante o valor do fechamento de ontem. O índice DXY, que acompanha a moeda americana frente a uma cesta de moedas, registra alta de 0,15%, no momento. No mercado futuro de ações, os principais índices da bolsa de Nova York operam sem direcional claro: Dow Jones +0,12%; S&P 500 -0,02%; Nasdaq -0,04%. Será divulgada a inflação ao produtor (PPI) de agosto, que deverá ter uma alta anual de 1,7% para o índice cheio, enquanto o Core PPI deve subir 2,2%, também na comparação com mesmo mês de 2018.

Relatório divulgado pela American Petroleum Institute (API) mostrando forte recuo dos estoques de petróleo nos EUA na semana passada dá sustentação aos preços da commodity nesta quarta-feira. O contrato futuro do petróleo tipo WTI, para outubro, é negociado a US$ 58,11/barril, com alta de 1,24%.

A Bovespa deve seguir a tendência ditada pelas principais bolsas internacionais, devendo operar em alta moderada, no pregão de hoje, com investidor de olho no ambiente político doméstico. A taxa de câmbio deve se manter pressionada acompanhando a valorização global do dólar, nesta manhã. Os juros futuros poderão ser influenciados pelos resultados das vendas do comércio varejista nacional, que serão divulgados pelo IBGE às 9hs. Segundo a mediana das projeções do mercado, o volume de vendas do varejo restrito subiu 0,2% na comparação mensal e +2,2% em relação a agosto de 2018.