Hoje na Economia

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Edição 2358

10/10/2019

Mais um dia de aversão ao risco toma conta dos mercados. Informações desencontradas sobre a retomada das conversações comerciais entre EUA e China empurram os investidores para a defensiva. Há notícias de que as conversas teriam sido encurtadas para apenas um dia, em vez de dois inicialmente previstos, mas também há relatos de que a Casa Branca concedeu licenças especiais que autorizam algumas empresas americanas a fazer negócios com a empresa de tecnologia chinesa Hawuei. Há notícias, também, que Washington planeja um pacto cambial com a China, que poderia suspender o aumento de tarifas sobre bens chineses previsto para semana que vem.

Esse último fato prevaleceu nas tomadas de decisões dos investidores na Ásia. As bolsas da região fecharam majoritariamente em alta, após uma abertura no vermelho. O índice regional de ações MSCI Asia Pacific, após operar em queda na maior parte do dia, fechou próximo à estabilidade. Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,78%, enquanto em Hong Kong, o Hang Seng apurou ganho modesto de 0,10%. Em outras partes da Ásia, o índice japonês Nikkei subiu 0,45% em Tóquio, enquanto o sul-coreano Kospi, voltando de um feriado, caiu 0,88% no dia de hoje. No mercado de câmbio, o dólar é negociado a 107,37 ienes, recuando ante o valor de 107,47 ienes de ontem à tarde.

Na Europa, bolsas procuram ganhar tração enquanto os investidores focam na reunião de dois dias entre EUA China, prevista para começar nesta quinta-feira. O índice pan-europeu de ações, STOXX600, opera em baixa de 0,18%, neste momento. Em Londres, o índice FTSE100 cai 0,22%, com investidores avaliando o dado de produção industrial do Reino Unido, que caiu 0,6% em agosto, na comparação mensal, vindo bem abaixo da previsão dos analistas, que era de queda de 0,1%. A libra esterlina ampliou seu ganho após a divulgação do dado: é cotada a US$ 1,2261 contra US$ 1,2212 no fim da tarde de ontem. Em Paris, o CAC40 tem alta de 0,32%, enquanto o DAX sobe discretos 0,09% em Frankfurt. O euro é cotado a US$ 1,1033, subindo em relação ao valor de US$ 1,0973 do final da tarde de ontem.

Os mercados futuros das bolsas de Nova York mostram também elevada volatilidade em meio a notícias controversas sobre a retomada de negociações comerciais de alto escalão entre EUA e China, prevista para hoje em Washington. As 5h, o futuro do Dow Jones caía 0,27%, enquanto o S&P perdia 0,26%. Neste momento, as quedas foram reduzidas para -0,11% e -0,05%, respectivamente. O dólar perde valor frente às principais moedas, principalmente frente ao euro. O índice DXY encontra-se me 98,69 pontos, com queda de 0,42%. O juro pago pelo T-Bond de 10 anos sobe 0,32%, situando-se em 1,5888% ao ano. Será divulgada a inflação ao consumidor (CPI), referente a setembro, que deve mostrar alta de 1,9% em relação a igual mês do ano passado, enquanto o núcleo do CPI deve subir 2,4%, nessa mesma métrica, segundo as projeções do mercado.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa de olho nas conversações entre EUA e China, como também à espera do relatório da Opep sobre as condições de mercado da commodity. Nesta manhã, o contrato futuro do petróleo tipo WTI é cotado a US$ 52,35/barril, com queda de 0,46%.

A incerteza que cerca a retomada das conversações comerciais entre americanos e chineses deve também levar a Bovespa a operar sem direcional claro, enquanto se aguarda por notícias mais concretas sobre a evolução das negociações. Na agenda econômica, o IBGE divulga as vendas do comércio varejista nacional de agosto. Segundo o consenso do mercado, as vendas do comércio, no conceito restrito, subiram 0,2% no mês e 2,4% em bases anuais.