Economic HighLights

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IPCA - Dezembro 2018

A inflação medida pelo IPCA em dezembro ficou em 0,15% M/M, acima do que era projetado pela SulAmérica Investimentos (0,04%) e pela mediana de expectativas do mercado (0,12%). A variação em 12 meses terminou o ano em 3,75%, 0,75 pp abaixo do centro da meta de inflação (4,5%) e do nível que vigorava dois meses atrás (4,56% A/A em out/18), mas 0,80 pp acima do visto no final do ano passado (2,95% A/A).

A aceleração da inflação entre novembro (-0,21%) e dezembro (0,15%) decorreu em especial dos grupos Habitação, Saúde e Vestuário. Nos últimos dois houve o efeito Black Friday, com promoções (quedas fortes de preços) em certos itens (perfume, produtos para pele e roupas de forma geral) ocorrendo em novembro e com alta ou estabilidade de preços em dezembro. É importante destacar que os itens que mais contribuíram para a deflação em novembro (Cuidados pessoais, -0,12 pp) tiveram variação apenas ligeiramente positiva em dezembro (contribuição de +0,01 pp para o IPCA total), sendo que o item Perfume teve novamente deflação no mês. A correção nesses preços pode ocorrer nos próximos meses.

Em Habitação houve deflação novamente (-0,15% em dezembro), mas menor que no mês anterior (-0,71%), com a mudança de bandeira tarifária tendo efeito significativo na queda de preços, mas menos intenso que no mês anterior.

A inflação de Alimentação e bebidas seguiu pressionada, com variação de 0,44% M/M em dezembro, contra 0,39% M/M em novembro e 0,59% M/M em outubro. Os itens nontradeables seguem sendo destaques na alta, com variação de 3,91%, 4,09% e 3,96% em outubro, novembro e dezembro, respectivamente. Por outro lado, houve o segundo mês consecutivo em que os itens tradeables tiveram deflação. Ela ficou menos intensa (-0,27% em dezembro, contra -0,46% em novembro), mas é um reflexo da valorização cambial que ocorreu depois das eleições.

Houve deflação nos preços administrados, de -0,89% M/M, devido à queda de preços de combustíveis e energia elétrica. Eles terminaram o ano com variação de 6,2% A/A, após terem alcançado 8,0% A/A em dez/17 e 11,8% A/A em jul/18, com a queda no câmbio ajudando muito nesse movimento no final de ano. Os preços livres, por sua vez, seguem subindo, após terem alcançado o menor patamar desde 1998 em abr/18 (1,0% A/A), ele subiram quase 1,0 pp (para em torno de 2,0% A/A) com a greve dos caminhoneiros e terminaram o ano em alta maior ainda, em 2,91% A/A.

A inflação esperada pela SulAmérica Investimentos em janeiro de 2019 é maior que a da maioria do mercado (0,46% M/M, contra mediana de expectativas de 0,38%). A correção dos preços de Cuidados pessoais, que não ocorreu de forma integral em dez/18, explica parte disso. Por outro lado, a expectativa da SulAmérica Investimentos para o IPCA de 2019 é de 3,8% agora, com a valorização cambial das últimas semanas levando a uma nova redução da projeção (era de 3,9% no final do ano passado).