Economic HighLights

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IPCA - Janeiro 2019

A inflação medida pelo IPCA subiu 0,32% em janeiro, variação inferior à esperada pelo mercado (0,37%), como também a por nós (0,40%). Com o resultado, o indicador acumulou alta de 3,78% nos últimos doze meses terminados em janeiro.

O recuo nas cotações de petróleo e um real mais apreciado contribuíram para forte redução nos preços dos combustíveis, que atenuaram as pressões decorrentes da alta das tarifas de transportes urbanos sobre o grupo Transportes (o grupo subiu 0,02% em janeiro após queda de 0,54% em dezembro). Combustíveis recuaram 2,09% no mês, com destaque para a gasolina que ficou 2,41% mais barata, contribuindo com um impacto de -0,11 ponto percentual no IPCA. Vestuário mostrou deflação de 1,15% (alta de 1,14% em dezembro), decorrente das liquidações que ocorreram após as vendas natalinas. Alimentos e bebidas atuaram na ponta oposta: avançaram 0,90% no mês, captando o aumento dos produtos in natura.

Em relação aos núcleos, vale destacar o grupo de serviços, que subiu de 3,34% em dezembro para 3,70 em janeiro, na métrica de doze meses. A sazonalidade mais pressionada do primeiro trimestre deve manter os preços desse grupo em alta no curto prazo. Entretanto, a retomada lenta da atividade e do mercado de trabalho deve moderar as pressões dos serviços sobre a inflação. O índice de difusão subiu para 62% em janeiro (61% em dezembro) se mantendo bem acima de 50%, indicando que uma desinflação generalizada não está no horizonte, o que significa que a surpresa inflacionária de janeiro deveu-se exclusivamente aos menores preços dos combustíveis.

Em fevereiro, o IPCA deve ser pressionado, principalmente, pelos reajustes escolares do início do ano, que deverão ser parcialmente compensados pela moderação da alta dos alimentos e dissipação do impacto altista do reajuste das tarifas de transportes urbanos. Projetamos avanço de 0,28% para o IPCA no mês.